Pais de pessoas com deficiência podem ter jornada de trabalho reduzida sem corte no salário

Texto amplia benefício para responsáveis por todos os dependentes com deficiência e poderá seguir diretamente para análise do Senado

Danieli Aguiar
Por Danieli Aguiar 3 Min Leitura
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Projeto aprovado pela CCJ amplia o direito à redução da jornada de trabalho para responsáveis por pessoas com deficiência, sem redução salarialImagem: Reprodução
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Pais e responsáveis por pessoas com deficiência deram mais um passo para conquistar o direito de trabalhar menos horas sem ter o salário reduzido. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, um projeto de lei que garante esse benefício aos trabalhadores.

Como a proposta foi aprovada de forma conclusiva, ela poderá seguir diretamente para análise do Senado. Isso só não acontecerá se houver um recurso para que o texto seja votado também pelo Plenário da Câmara.

Benefício será ampliado

O projeto foi apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e recebeu parecer favorável do relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Durante a tramitação, a proposta foi ampliada. Inicialmente, o benefício seria destinado apenas aos responsáveis por pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ou síndrome de Down. Agora, o direito passa a abranger todos os trabalhadores que cuidam de dependentes com deficiência.

Para Ricardo Ayres, a medida garante mais tempo para que pais e responsáveis possam acompanhar os cuidados necessários de seus filhos e familiares, sem comprometer a renda da família.

Como funcionará a redução da jornada

Pela proposta, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passará a prever a possibilidade de redução da jornada de trabalho sem diminuição do salário. O tempo de redução será definido por meio de uma avaliação biopsicossocial, que deverá ser refeita, no mínimo, a cada dois anos.

Conforme o resultado dessa avaliação, o benefício poderá ser mantido, ampliado, reduzido ou suspenso, de acordo com a necessidade da pessoa com deficiência.

Parlamentares defendem critérios

Durante a discussão da proposta, a deputada Soraya Santos (PL-RJ) afirmou que o projeto representa um avanço para as famílias atípicas, mas defendeu a adoção de critérios rigorosos para evitar fraudes na concessão do benefício.

“Esse projeto é importantíssimo para as mães atípicas, que precisam ter mais tempo dentro de casa, mas esse tipo de benefício deve contar com critérios de avaliação”, afirmou a parlamentar.

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