Você pediu um crédito e recebeu um não. Enviou um currículo e não teve resposta. Em muitos desses casos, a decisão não passou por uma pessoa, mas por um algoritmo.
A inteligência artificial já interfere em momentos importantes da vida de milhões de brasileiros, como acesso a serviços financeiros, seleção para vagas de emprego e até definição de perfis de consumo. E, na maioria das vezes, sem qualquer explicação clara ao cidadão.
Direito de saber
O que pouca gente sabe é que a legislação brasileira oferece proteção nessas situações. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), art. 20, assegura ao cidadão o direito de questionar decisões tomadas exclusivamente por sistemas automatizados e de solicitar a revisão por um ser humano, além de pedir informações sobre os critérios utilizados.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados atua para tornar esse direito mais efetivo, especialmente diante do avanço dos sistemas de inteligência artificial.
Conhecer seus direitos é o primeiro passo para se proteger. A tecnologia evolui rápido. Cabe a cada um de nós não ficar para trás.




