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Superar não é esquecer

É seguir em frente sem abrir mão de quem se é

Martiniano Batista
Por Martiniano Batista 1 Min Leitura
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Imagem: Freepik
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Jó tinha tudo: filhos, saúde, riqueza. Perdeu tudo de uma só vez. Restaram as feridas, o silêncio do luto e a dor de não ser compreendido. Amigos se aproximaram, mas, em vez de consolo, ofereceram julgamento. Insinuaram que ele era culpado pela própria dor. Ainda assim, Jó não se calou. Questionou, lamentou, buscou sentido — foi honesto consigo mesmo, sem perder a integridade.


A história de Jó vai além da fé. Fala sobre resistir quando tudo desmorona. Sobre manter a dignidade quando o mundo acusa. Sobre sobreviver por dentro ao que se perdeu por fora. Sua força não veio da ausência de dor, mas da coragem de enfrentá-la com verdade.


No fim, Jó foi restituído. Mas o que importa de fato é o que resistiu em silêncio: sua essência. A tempestade passou, e ele permaneceu inteiro.
A vida nem sempre traz respostas. Há perdas que chegam sem explicação. Mas ainda assim, é possível seguir. Não porque esquecemos, mas porque aprendemos a transformar a dor em força. Superar é continuar sendo, mesmo depois de perder tanto.

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Posted by Martiniano Batista
Evangelista. Secretário executivo pela Faculdade Cecap. Pós-graduando em Ciências Políticas pela Uniminas, especialista em defesa dos direitos da infância e adolescência
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