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Candidatura de Zilu vira dor de cabeça de R$ 734 mil

Contas da campanha de 2024 apresentaram falhas graves, segundo parecer técnico

Giza Soares
Por Giza Soares 2 Min Leitura
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Eleição de Zilu pode custar caro e aguarda decisão final da JustiçaImagem: Reprodução
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A empresária e influenciadora Zilu Camargo, de 66 anos, pode enfrentar uma multa milionária após a 6ª Zona Eleitoral de Vila Mariana, em São Paulo, recomendar a rejeição das contas de sua campanha para vereadora em 2024. Se confirmada a decisão, Zilu terá de devolver cerca de R$ 734 mil ao Tesouro Nacional.

Na disputa por uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo União Brasil, Zilu recebeu 4.579 votos e não foi eleita. O parecer técnico apontou diversas inconsistências financeiras, entre elas a apresentação fora do prazo de uma doação de R$ 550 mil, registrada após o limite permitido pela legislação.

Irregularidades e justificativas

Além do atraso, a análise identificou gastos de R$ 317 mil pagos com recursos do Fundo Partidário, sem contratos ou documentos que comprovem os serviços. Outro ponto crítico foi um gasto de R$ 417 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, também sem comprovação formal. Houve ainda divergências em uma doação de pouco mais de R$ 3 mil, declarada de maneira diferente por Zilu e pelo partido, levantando suspeitas de omissão de receita.

A candidata apresentou defesa em julho, enviando documentos e explicações que aguardam análise da Justiça Eleitoral.

O União Brasil esclareceu que Zilu optou por não usar a equipe de contabilidade e assessoria jurídica disponibilizada pelo partido, preferindo contratar profissionais próprios. Para a legenda, essa decisão contribuiu para os problemas encontrados.

Atraso no relatório

Em nota, a defesa de Zilu atribuiu o atraso no envio do relatório a instabilidades no sistema eletrônico de prestação de contas, chamando o erro de “mera formalidade”. Também negou irregularidades nos valores e justificou a confusão sobre a origem das verbas.

O Ministério Público Eleitoral reforçou o pedido de rejeição das contas, classificando as falhas como graves e insanáveis. O caso segue agora para decisão final do juízo eleitoral, que vai definir se Zilu precisará devolver os valores ao Tesouro.

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