Estamos no Setembro Amarelo, um mês super importante de conscientização de toda a sociedade contra o suicídio. Quando falamos sobre tema tão sensível, não há como dissociar de transtornos psicológicos que impactam diretamente a saúde mental e a autoimagem de milhares de mulheres. Estamos sempre sendo bombardeados com imagens de padrões de beleza que muitas vezes são inatingíveis e irreais, o que é extremamente cruel para as mulheres. E essa busca incessante por corpos considerados “perfeitos” podem ter impactos profundos na saúde mental.
A pressão para atender aos padrões de beleza pode criar um ciclo de pensamentos negativos que afetam profundamente o estado emocional. Uma das consequências mais evidentes da cobrança por corpos e padrões surreais é a baixa autoestima. A constante autocrítica e a sensação de inadequação podem minar a autoconfiança, o que pode gerar diversos outros transtornos, como uma busca incessante pela magreza. A pressão para alcançar tais padrões irrealistas pode levar ao desenvolvimento de distúrbios alimentares, como anorexia, bulimia e transtorno de compulsão alimentar.
A importância da conscientização
Percebi que a conscientização sobre transtornos psicológicos e sobre a importância de promover uma imagem real de corpos e mulheres tem aumentado, com movimentos e campanhas que promovem a diversidade de corpos. Por isso defendi sempre que é importante ter uma rede de apoio aberta ao diálogo e disposta a incentivar as pessoas a conversarem sobre isso, com ênfase na importância da autoaceitação, do amor-próprio e do valor de uma identidade que vai além da aparência física.
Em um mundo onde a busca pela perfeição é incessante, é fundamental lembrar que a verdadeira beleza reside na diversidade e na aceitação de quem somos, independentemente dos padrões impostos pela sociedade. Dessa forma, é importante estarmos sempre atentos aos movimentos e gatilhos, além de fazer um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar capaz de dar todo o suporte para quem está passando por um momento difícil. Também é importante lembrarmos que a saúde mental das mulheres merece ser protegida e valorizada.




