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Síndromes gripais recuam 41,1% na rede pública

Vacinação, prevenção e busca precoce pelas UBSs ajudam a reduzir atendimentos por doenças respiratórias

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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A queda nos atendimentos por síndromes gripais no DF reflete o avanço da vacinação e o fortalecimento das ações preventivasImagem: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília
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Os registros de síndromes gripais na rede pública do Distrito Federal apresentaram queda de 41,1% entre janeiro e maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. Dados da Secretaria de Saúde mostram que foram contabilizados 82,7 mil atendimentos em 2026, contra 140,7 mil no ano anterior. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também tiveram redução de 24%.

O resultado chama atenção justamente em um período tradicionalmente marcado pelo aumento das doenças respiratórias no DF. Entre março e julho, a circulação de vírus costuma elevar a procura por unidades de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pacientes com comorbidades.

Especialistas apontam que a ampliação das campanhas de vacinação, aliada à procura mais rápida pelas unidades básicas de saúde, contribuiu diretamente para a redução dos casos mais graves. A imunização contra influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório segue entre as principais estratégias de prevenção adotadas pela rede pública.

Na UBS 4 do Guará, a médica Camila Damasceno destacou que manter a vacinação atualizada ajuda a reduzir complicações respiratórias, internações e a pressão sobre os hospitais. Segundo ela, a conscientização da população também tem desempenhado papel importante neste cenário, principalmente com o aumento da procura por atendimento logo nos primeiros sintomas.

Cuidados continuam

Apesar da redução dos números no DF, autoridades de saúde alertam que os cuidados precisam continuar. Dados recentes da Fiocruz apontam aumento de casos de SRAG em bebês em outras regiões do país, principalmente relacionados ao vírus sincicial respiratório, responsável por quadros de bronquiolite.

A recomendação é manter hábitos preventivos, como higienização das mãos, vacinação em dia e atenção aos sintomas respiratórios. Febre persistente, dificuldade para respirar e cansaço excessivo seguem entre os sinais de alerta para buscar atendimento médico.

O Governo do Distrito Federal também reforçou recentemente as equipes das UBSs com a contratação de novos médicos para ampliar o atendimento na atenção primária e evitar agravamentos dos quadros respiratórios. A medida busca garantir mais rapidez no atendimento e reduzir a sobrecarga nas unidades hospitalares durante o período de maior circulação viral.

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