A vitória de Celina Leão nas urnas encerrou a corrida pelo Buriti, mas abriu uma nova disputa nos bastidores da política brasiliense. O primeiro grande desafio da governadora eleita será a articulação para definir quem comandará a Câmara Legislativa no próximo biênio.
Eduardo Pedrosa surge como um dos interessados, Wellington Luiz busca espaço para continuar na presidência e Roney Nemer aparece nas especulações. A escolha será estratégica para Celina, que precisará conciliar interesses de uma base considerada favorável, mas longe de ser unanimidade.
O tamanho da bancada aliada não garante tranquilidade. Quando começar a distribuição de cargos e espaços políticos, os acordos firmados durante a campanha poderão enfrentar seus primeiros desgastes.
Renovação e poder
A eleição de Stephanie Sampaio e Múcio Botelho, além do fortalecimento de Joaquim Roriz Neto, revela mudanças no cenário político do DF. As redes sociais ganharam protagonismo, mas a capacidade de transformar visibilidade em votos continua sendo decisiva.
A derrota de Fred Linhares também deixa lições. A estratégia de alianças restritas e a dificuldade de assumir um posicionamento político mais definido aparecem entre os fatores apontados para o resultado eleitoral.
A polarização também deixou seu recado. Na avaliação dos bastidores, candidatos que assumiram posições ideológicas claras conseguiram mobilizar melhor suas bases. Mas o desafio dos eleitos será transformar o discurso das redes sociais em resultados concretos para a população. Afinal, conquistar votos é diferente de construir um mandato.
Com os olhos em 2030, a sucessão no Buriti e a disputa pelo Senado já alimentam conversas nos bastidores. Mas a primeira batalha está muito mais próxima. Celina venceu nas urnas. Agora terá de mostrar habilidade para administrar os interesses de quem pretende caminhar ao seu lado.



