Professores do Distrito Federal realizaram uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do DF, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (21). O ato foi organizado em meio a críticas do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) à gestão da governadora Celina Leão e ao secretário de Educação, Thiago Peixoto.
Segundo o sindicato, o protesto é contra o que classifica como autoritarismo do governo, além de supostas restrições à gestão democrática e à autonomia pedagógica nas escolas. A entidade também acusa a administração de promover censura política ao proibir a fixação de cartazes do sindicato nas unidades de ensino.
O Sinpro-DF afirma ainda que Celina Leão e Thiago Peixoto estão há mais de 20 dias sem dialogar com a categoria.
Celina Leão critica mobilização
Durante a manifestação, a governadora publicou um vídeo nas redes sociais em que questionou o momento escolhido para o protesto. Para Celina, a mobilização tem caráter político-eleitoral, já que ocorre quatro dias antes da eleição.
“Você [professor] acredita mesmo que quatro dias antes da eleição é o dia de levar a sua pauta de reivindicação ao gabinete, ao Palácio do Buriti? Não seria uma semana após a eleição?”, questionou.
A governadora também afirmou que o sindicato apresenta os professores como uma categoria ideológica e partidária, em vez de representar as reivindicações profissionais dos trabalhadores da educação.
Celina reconheceu que o Sinpro-DF tem legitimidade para convocar paralisações, mas contestou a realização do ato neste período.
“Eu sei que é legítimo o Sinpro chamar qualquer paralisação, mas não é razoável uma paralisação quatro dias antes da eleição, com fins político eleitoreiros?”, declarou.
Ao final, a governadora afirmou acreditar que os professores sabem que podem contar com ela.
Divergência entre governo e sindicato
A manifestação evidencia o conflito entre o governo do Distrito Federal e a representação sindical dos professores. Enquanto o Sinpro-DF cobra diálogo e denuncia medidas que considera prejudiciais à autonomia das escolas, Celina Leão questiona a motivação política do protesto.
Até as informações apresentadas, não há manifestação do governo detalhando as acusações feitas pelo sindicato sobre a proibição de cartazes e as restrições à autonomia pedagógica.



