Nem tudo está nas nossas mãos

Em tempos de ansiedade e incertezas, reconhecer os próprios limites também pode ser uma forma de encontrar força

Martiniano Batista
Por Martiniano Batista 1 Min Leitura
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A fé nos ensina a continuar mesmo quando as forças humanas chegam ao limiteImagem: IA
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Vivemos em uma época que nos ensinou a buscar controle sobre quase tudo. A tecnologia antecipa acontecimentos, facilita decisões e aproxima pessoas. Ainda assim, basta uma notícia inesperada, uma perda, uma porta fechada ou uma mudança de planos para percebermos que nem tudo depende de nós.

Essa constatação pode gerar medo, mas também pode trazer uma reflexão necessária. Reconhecer os próprios limites não significa desistir. Significa compreender que existem momentos em que precisamos de força para continuar, mesmo sem enxergar claramente o caminho.

É nesse ponto que uma antiga passagem de Isaías permanece surpreendentemente atual: “Não temas, porque eu sou contigo.”

A mensagem não elimina os problemas. Ela fala sobre presença em meio às dificuldades.

Talvez seja justamente isso que tanta gente procura hoje: não uma vida sem tempestades, mas a certeza de que existe uma mão capaz de sustentar quando as nossas forças já não são suficientes.

Nem tudo está nas nossas mãos. E talvez aceitar isso seja o primeiro passo para seguir em frente com mais coragem.

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Posted by Martiniano Batista
Evangelista. Secretário executivo pela Faculdade Cecap. Pós-graduando em Ciências Políticas pela Uniminas, especialista em defesa dos direitos da infância e adolescência
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