Outubro Rosa leva informação, prevenção e histórias de recomeço

Em Brasília, campanha ganha rostos, histórias e ações que lembram que enfrentar o câncer também é reconstruir a própria vida

Giza Soares
Por Giza Soares  - Interior Desingner 3 Min Leitura
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Histórias reais revelam as marcas que permanecem depois do tratamentoImagem: Freepik
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Há histórias que ficam marcadas no corpo. Outras permanecem na memória. E existem aquelas que transformam dor em movimento. É nesse lugar que Brasília entra no Outubro Rosa deste ano, com uma programação que vai além da tradicional cor que toma conta da cidade em outubro.

Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a exposição fotográfica “Cicatrizes” coloca rosto e história em mulheres e homens que enfrentaram o câncer de mama. São 11 mulheres e um homem diante das lentes, mostrando que o tratamento não termina necessariamente quando o câncer deixa de aparecer nos exames.

As fotografias revelam marcas visíveis, mas também convidam a olhar para aquilo que não aparece. Medos, perdas, mudanças e a necessidade de reconstruir a autoestima depois de uma mastectomia fazem parte de uma jornada que nem sempre termina com a alta médica.

Quando a cicatriz vira voz

A história de Joana Jeker, fundadora da Recomeçar, se confunde com a própria razão de existir da entidade. Aos 30 anos, em 2007, ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Passou por uma mastectomia radical e não pôde fazer a reconstrução imediatamente.

“Fiz mastectomia radical e não pude fazer a reconstrução imediata”, contou Joana.

A experiência pessoal ganhou outro significado quando ela decidiu transformar a própria vivência em defesa de outras mulheres. A Recomeçar passou a atuar na luta por direitos e políticas públicas voltadas às pacientes mastectomizadas.

A exposição permanece na CLDF durante outubro e também terá ações educativas em Ceilândia e um estande de conscientização na Rodoviária do Plano Piloto, entre 7 e 16 de outubro. A mostra ainda chegará ao Salão Nobre da Câmara dos Deputados.

Mas o Outubro Rosa não se resume às exposições. O Sesc-DF oferece mamografias, consultas e outros atendimentos gratuitos. A programação começou em Taguatinga e seguirá para Planaltina.

O TJDFT também entrou na campanha levando informação sobre direitos das mulheres com câncer, incluindo acesso à mamografia, tratamento pelo SUS, reconstrução mamária e benefícios.

No fim, talvez seja essa a mensagem mais importante do Outubro Rosa: falar de câncer de mama é falar de prevenção, mas também de acolhimento, dignidade e recomeços. Porque depois do diagnóstico existe uma vida inteira para reconstruir e ninguém deveria precisar atravessá-la sozinha.

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Posted by Giza Soares Interior Desingner
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Design de Interiores, Paisagista e artesa. Especialista em design sensorial.
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