A votação que autorizou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) não impediu a reeleição da maioria dos deputados distritais que apoiaram a operação. Com a apuração das urnas encerrada no Distrito Federal no domingo (4), 12 dos 15 parlamentares favoráveis à aquisição foram eleitos novamente ou conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados, o equivalente a 80%.
A compra do Master foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025, depois de ter recebido autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Como o BRB tem o Governo do Distrito Federal como acionista majoritário, a Justiça do DF havia determinado que operações desse tipo precisavam passar pelo Legislativo local.
Antes mesmo da autorização da Câmara e da decisão do Banco Central, o BRB chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no Banco Master, de Daniel Vorcaro, que atualmente está preso no complexo da Papudinha.
Maioria dos favoráveis conseguiu novo mandato
Dos 15 distritais que votaram a favor da aquisição, 11 foram reeleitos para a Câmara Legislativa: Eduardo Pedrosa (União Brasil), Roosevelt Vilela (PL), Robério Negreiros (Podemos), Jaqueline Silva (MDB), Pepa (PP), Wellington Luiz (MDB), Martins Machado (Republicanos), Hermeto (MDB), Pastor Daniel de Castro (PP), João Cardoso (PL) e Rogério Morro da Cruz (PSD).
Thiago Manzoni (PL) deixou a disputa pela Câmara Legislativa e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados.
Três parlamentares que apoiaram a compra não renovaram os mandatos: Doutora Jane (MDB), Iolando (MDB) e Jorge Vianna (PSD).
Ao todo, 18 dos 22 deputados distritais que participaram da votação sobre o negócio foram eleitos em 2026, o que representa 81,8%.
Oposição à compra também teve alto índice de reeleição
Entre os parlamentares que votaram contra a aquisição do Banco Master pelo BRB, o resultado eleitoral também foi favorável. Dos sete opositores à transação, seis foram eleitos em 2026, o equivalente a 85,7%.
Cinco deles continuarão na Câmara Legislativa: Max Maciel (PSOL), Chico Vigilante (PT), Gabriel Magno (PT), Ricardo Vale (PT) e Dayse Amarilio (PSB).
Fábio Félix (PSOL) foi eleito deputado federal. A única integrante desse grupo que não foi eleita foi Paula Belmonte (PSDB), que concorreu ao Governo do Distrito Federal e terminou a disputa na terceira colocação, com 8,51% dos votos válidos.
Os resultados indicam que o caso envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB não teve impacto suficiente para impedir a reeleição da maioria dos parlamentares que participaram da votação, tanto entre os favoráveis quanto entre os contrários à operação.



