A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (6) que está “completamente descartada” a possibilidade de privatização do Banco de Brasília (BRB). A declaração foi dada durante uma agenda de campanha, em meio à crise financeira enfrentada pela instituição após operações envolvendo o extinto Banco Master.
Segundo Celina, o BRB mantém a liquidez e o governo trabalha em alternativas para fortalecer o banco. Entre as possibilidades, ela citou a busca por um financiamento internacional, com negociações também com bancos árabes, para reduzir a dependência de sindicatos de bancos no Brasil.
“O BRB está firme, tem mantido a liquidez e as pessoas que acreditam no BRB sabem que nós vamos tirar o banco dessa situação”, afirmou a governadora. Questionada sobre uma eventual avaliação do valor de mercado da instituição para um processo de desestatização, Celina respondeu que a hipótese está “completamente descartada”.
Crise envolvendo o Banco Master
O BRB tem o Governo do Distrito Federal como acionista majoritário e enfrenta uma crise relacionada a operações realizadas com o Banco Master. O banco brasiliense chegou a injetar R$ 16,7 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro durante as negociações para a compra do Master.
A operação foi barrada pelo Banco Central. Posteriormente, o BRB identificou que parte das carteiras adquiridas apresentava indícios de fraude e não tinha lastro. Os ex-presidentes do BRB, Paulo Henrique Costa, e do Banco Master, Daniel Vorcaro, estão presos.
Para enfrentar as dificuldades financeiras, Celina Leão também articula com a União um possível empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. O governo federal já informou que não pode oferecer garantia para a operação, mas o governo do DF mantém as tratativas.
Celina também afirmou que busca alternativas de financiamento internacional para ajudar o BRB a superar a crise. A governadora disputa o segundo turno da eleição para o governo do Distrito Federal contra Leandro Grass (PT), marcado para 25 de outubro.



