A corrupção no Distrito Federal não é uma abstração: ela tem nomes, contratos e um rastro bilionário de dinheiro público desviado. O combate a esse sistema começa em uma decisão concreta e inadiável nas urnas: não votar em candidatos que já estão sendo investigados nos escândalos que drenaram o orçamento da capital federal.
O caso mais emblemático é a operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master O escândalo atingiu o centro do poder: uma suposta delação do presidente do BRB indicaria que 12 dos 24 deputados distritais recebiam uma “mesada” de R$ 150 mil para blindar politicamente a operação.
Conexão
O esquema do INSS se conecta diretamente a esse arranjo. Três presos na operação contra o BRB são também investigados por fraudes previdenciárias, em um desvio que pode ter alcançado R$ 6,3 bilhões. Até o momento foi identificado que o golpe contra aposentados e pensionistas foi uma “replicação local” das fraudes do INSS, com contratos firmados por meio do próprio BRB. Ou seja, as mesmas estruturas que deveriam proteger o cidadão foram capturadas para lesá-lo.
IGES-DF
No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-D), a terceira fase da Operação Escudeiro revelou um suposto esquema de corrupção em contrato milionário de fornecimento de alimentos para a rede pública de saúde. Entre os alvos estão um assessor especial do governador e um ex-secretário de Saúde do DF. O contrato, superior a R$ 300 milhões, apresentava falta de insumos, atrasos e precariedade na alimentação de pacientes — enquanto recursos eram desviados.
Esses não são casos isolados. São um padrão de captura do Estado que se repete: o BRB lesado em bilhões, o INSS saqueado, o IGES-DF aparelhado. Os mesmos grupos políticos que permitiram esses desvios agora tentam se perpetuar no poder. “não vote”.
Corrupção financiada
Votar em candidatos sob investigação nesses escândalos é financiar a continuidade da corrupção. O eleitor do DF tem em mãos uma ferramenta poderosa e imediata: negar o voto a quem tem contas a prestar com a Justiça. O combate à corrupção não passa apenas por discursos, mas por uma escolha eleitoral consciente que rompa com a impunidade e proteja o orçamento da capital federal.
Lembre-se nesse domingo: a consulta para ver se o candidato está envolvido em alguma investigação leva apenas 5 minutos na internet. O transporte sucateado, a saúde com filas imensas e sem médicos e enfermeiros, os colégios dos filhos sucateados e ruins duram muito mais que os 4 anos do mandato que você está oferecendo para corruptos de plantão.



