Corrupção: quando o voto errado cobra caro

Seu voto no corrupto acaba com a saúde, educação, transporte e segurança do DF

Flavio Werneck
Por Flavio Werneck  - Segurança Pública 3 Min Leitura
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Informação também faz parte da escolha de cada eleitorImagem: IA
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A corrupção no Distrito Federal não é uma abstração: ela tem nomes, contratos e um rastro bilionário de dinheiro público desviado. O combate a esse sistema começa em uma decisão concreta e inadiável nas urnas: não votar em candidatos que já estão sendo investigados nos escândalos que drenaram o orçamento da capital federal.

O caso mais emblemático é a operação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master O escândalo atingiu o centro do poder: uma suposta delação do presidente do BRB indicaria que 12 dos 24 deputados distritais recebiam uma “mesada” de R$ 150 mil para blindar politicamente a operação.

Conexão

O esquema do INSS se conecta diretamente a esse arranjo. Três presos na operação contra o BRB são também investigados por fraudes previdenciárias, em um desvio que pode ter alcançado R$ 6,3 bilhões. Até o momento foi identificado que o golpe contra aposentados e pensionistas foi uma “replicação local” das fraudes do INSS, com contratos firmados por meio do próprio BRB. Ou seja, as mesmas estruturas que deveriam proteger o cidadão foram capturadas para lesá-lo.

IGES-DF

No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IGES-D), a terceira fase da Operação Escudeiro revelou um suposto esquema de corrupção em contrato milionário de fornecimento de alimentos para a rede pública de saúde. Entre os alvos estão um assessor especial do governador e um ex-secretário de Saúde do DF. O contrato, superior a R$ 300 milhões, apresentava falta de insumos, atrasos e precariedade na alimentação de pacientes — enquanto recursos eram desviados.

Esses não são casos isolados. São um padrão de captura do Estado que se repete: o BRB lesado em bilhões, o INSS saqueado, o IGES-DF aparelhado. Os mesmos grupos políticos que permitiram esses desvios agora tentam se perpetuar no poder. “não vote”.

Corrupção financiada

Votar em candidatos sob investigação nesses escândalos é financiar a continuidade da corrupção. O eleitor do DF tem em mãos uma ferramenta poderosa e imediata: negar o voto a quem tem contas a prestar com a Justiça. O combate à corrupção não passa apenas por discursos, mas por uma escolha eleitoral consciente que rompa com a impunidade e proteja o orçamento da capital federal.

Lembre-se nesse domingo: a consulta para ver se o candidato está envolvido em alguma investigação leva apenas 5 minutos na internet. O transporte sucateado, a saúde com filas imensas e sem médicos e enfermeiros, os colégios dos filhos sucateados e ruins duram muito mais que os 4 anos do mandato que você está oferecendo para corruptos de plantão.

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Posted by Flavio Werneck Segurança Pública
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Advogado, servidor público, mestre em criminologia e pós-graduado pela Escola do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
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