O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) do Distrito Federal, medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 107,0 pontos em setembro de 2026, resultado 2% inferior ao registrado em agosto. Apesar da retração mensal, o indicador distrital apresentou uma expansão de 7,2% na comparação com o mesmo mês de 2025.
No Brasil, o índice chegou a 100,2 pontos, com queda de 1,3% na variação mensal e alta de 1,7% em relação a setembro do ano anterior. Embora ambos os mercados tenham registrado ajuste no mês, o empresariado brasiliense manteve-se mais confiante, situando o indicador distrital 6,8 pontos acima da média nacional. Os dados são apurados mensalmente CNC e foram analisados pela Fecomércio-DF.
A trajetória recente mostra que o Distrito Federal permaneceu acima da linha de 100 pontos — patamar que separa o pessimismo do otimismo —, enquanto no Brasil o ICEC se aproxima do limiar de neutralidade, com 100,2 pontos. A confiança no DF segue em patamar superior, refletindo um ambiente de negócios local comparativamente mais sustentado.
A composição do indicador traz a avaliação do momento atual e as projeções futuras. No Distrito Federal, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) avançou 1,1% na passagem mensal, atingindo 78,5 pontos, enquanto o consolidado nacional recuou 2,6%, para 72,7 pontos.
A avaliação sobre as Condições Atuais da Economia marcou 60,8 pontos no DF, superando os 55,2 pontos observados no País.
Já no âmbito das expectativas, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) no DF recuou 5,3% no mês, mas permaneceu em patamar expressivamente otimista ao registrar 130,2 pontos, ante 126,0 pontos na média brasileira.
O ambiente de investimentos também apresentou indicadores mais consistentes no Distrito Federal. O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) somou 112,3 pontos na capital, acima dos 101,9 pontos apurados nacionalmente.
O indicador de contratação de funcionários marcou 134,4 pontos no DF, contra 119,5 pontos no Brasil. Quanto ao nível de investimento das empresas, o mercado brasiliense registrou 107,2 pontos, figurando no campo de expansão, ao passo que a média nacional se fixou em 93,9 pontos, na zona de retração.
Na análise por porte empresarial, o ICEC das empresas com até 50 empregados no DF ficou em 107,0 pontos, frente a 100,1 pontos no País. Já entre as empresas com mais de 50 colaboradores, o índice atingiu 107,5 pontos na capital e 106,1 pontos no consolidado brasileiro.
Por grupo de atividade no DF, a maior confiança foi registrada no comércio de bens semiduráveis, com 119,8 pontos, seguido de bens não duráveis, com 107,5 pontos. O segmento de bens duráveis operou no campo pessimista tanto no DF (98,2 pontos) quanto no Brasil (96,9 pontos).
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os números de setembro demonstram que, mesmo diante de um ajuste pontual na margem, o comércio brasiliense conserva fundações sólidas de confiança.
Apesar da leve acomodação em setembro, o empresário do Distrito Federal continua mantendo o otimismo e a disposição para investir e contratar acima da média do País. O fato de os indicadores de investimentos e de contratação de pessoal seguirem firmes reflete a resiliência do nosso mercado produtivo. O foco do setor para o encerramento do ano é canalizar essa confiança estrutural para o fortalecimento das vendas e a dinamização do consumo das famílias no DF”, analisa Aparecido.



