Nova regra que beneficia condomínios dispensa reconhecimento de firma em cartório

Projeto precisa ser aprovado pela CCJ da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal

Damião Cordeiro de Moraes
Por Damião Cordeiro de Moraes  - Direito Condominial 2 Min Leitura
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Menos papelada e mais agilidade para documentos com certificação digitalImagem: IA
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A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei n.º1565/25, que prevê que a assinatura eletrônica feita com certificado digital oficial (padrão ICP-Brasil) passe a ter o mesmo valor legal de um documento assinado presencialmente.

Esta mudança é importante, pois os condomínios são grandes pagadores de custas em cartórios para registrar e reconhecer firmas em atas, estatuto, regimento interno, contratos, e outros documentos formais. E a nova regra permite que as assinaturas nestes documentos sejam aceitas sem burocracia e exigências desnecessárias.

Padrão ICP-Brasil

Alguns juízes também estão rejeitando procurações assinadas com o padrão ICP-Brasil, sob o argumento de que não há previsão legal, o que tem dificultado o ajuizamento de ações de cobrança de taxas condominiais.

Os custos com cartórios têm aumentado nos últimos anos devido à atualização das tabelas de emolumentos. Como os custos notariais são estaduais, cada região possui uma tabela específica. No Distrito Federal, neste ano de 2026, a tabela sofreu um reajuste de 4,87%, segundo consta da Resolução n.º 02/2025, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Com isso, o projeto é relevante para baratear custos com despesas de cartórios. O autor do projeto, deputado Rafael Prudente (MDB-DF), argumentou que, conforme o padrão estabelecido pelo ICP-Brasil, a assinatura digital é dotada de autenticidade, integridade, confiabilidade e o não-repúdio.

Certificação digital

Para o relator do projeto de lei, deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), a alteração não traz riscos de fraudes. “A certificação digital do sistema ICP-Brasil já atende a elevados padrões tecnológicos e legais, amplamente reconhecidos no ordenamento jurídico”, afirmou.

O projeto, entretanto, ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, para se transformar em Lei.

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Posted by Damião Cordeiro de Moraes Direito Condominial
Damião Cordeiro de Moraes Advogado e consultor jurídico em Direito Condominial Contato: damiaoc@terra.com.br
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