A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou na terça-feira (4) que há um monitoramento constante para impedir a atuação de facções criminosas no DF, principalmente dentro do sistema prisional. Segundo ela, o governo local mantém vigilância diária sobre movimentações ligadas à transferência de presos para o presídio federal de Brasília e reforça o trabalho de inteligência nas regiões próximas.
“Há o combate, há uma inteligência sendo feita o tempo todo. Não há um local aqui no DF onde não entra a nossa segurança pública. Em todos os locais os nossos policiais entram. Então, não há uma instalação do crime organizado aqui”, declarou Celina durante o lançamento da Operação Integrada de Segurança Pública de Final de Ano.
A fala ocorreu em meio à repercussão da megaoperação policial que resultou na morte de 121 pessoas no Rio de Janeiro na semana passada, sendo quatro policiais e 117 suspeitos. Na quinta-feira (30), Celina se reuniu com outros cinco governadores, entre eles Claudio Castro (PL-RJ), para discutir o enfrentamento ao crime organizado e debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo federal.
Consórcio da paz e críticas à PEC
Durante o encontro, os governadores anunciaram a criação de um “consórcio da paz”, iniciativa que pretende fortalecer a cooperação entre os estados no combate à criminalidade. Celina destacou a importância de uma integração nacional das forças de segurança, com troca de informações e tecnologia, mas demonstrou preocupação com a PEC.
“A PEC tem essa questão da soberania dos estados. Poderia ter uma dificuldade maior de aprovação, em ano pré-eleitoral. Já o consórcio poderia ter assinatura de todos, inclusive com o governo federal participando de centros de inteligência e monitoramento”, afirmou.
A vice-governadora também defendeu que a segurança pública seja tratada como uma pauta institucional, e não ideológica, reforçando que o tema deve ser debatido na próxima reunião do Fórum de Governadores, prevista para a semana que vem.
“Eu acho que a grande iniciativa precisava também de ser do presidente Lula. Foi notada pela sociedade a ausência dele no Rio de Janeiro”, pontuou.
Operação Integrada de Final de Ano
As declarações foram dadas durante o lançamento da Operação Integrada de Segurança Pública de Final de Ano, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). O objetivo é reforçar o policiamento, a fiscalização e as ações preventivas durante o período que antecede as festas, quando aumenta o fluxo de pessoas nas ruas e no comércio.
A operação reúne diversas forças e órgãos de segurança: Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros (CBMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF).
O plano prevê o reforço do policiamento ostensivo, das investigações criminais, do controle viário e do atendimento emergencial. Também haverá monitoramento de áreas de grande circulação, apoio a eventos e intensificação de blitzes e campanhas educativas no trânsito.
“A gente vai aumentar de 15% a 20% o número de policiais nas ruas e em locais estratégicos mapeados pela própria SSP. Essa operação está sendo sistematizada pelas regiões administrativas, conselhos de segurança e pela secretaria”, explicou Celina.
Durante as festas, o Detran-DF, o DER-DF e a PMDF vão reforçar a presença de agentes e equipes nas ruas para garantir mais segurança à população.




