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A verdade por trás da restrição alimentar: por que não é tão simples assim?

Quando alguém impõe regras rígidas demais o corpo e a mente acabam reagindo

Simone Dias
Por Simone Dias  - Nutrição 3 Min Leitura
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Comer com atenção é o primeiro passo para a liberdade Imagem: Feeepik
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Nos últimos anos, muita gente passou a acreditar que “fechar a boca” é o caminho mais seguro para emagrecer e ter saúde. Ao mesmo tempo, outras pessoas afirmam que qualquer tipo de restrição alimentar é um erro e só traz sofrimento e compulsão. Mas será que essa discussão precisa ser um campo de batalha?

Um artigo recente publicado por pesquisadoras brasileiras mostra que o assunto é muito mais complexo do que parece. A restrição alimentar, ou seja, tentar controlar rigidamente o que se come, não é algo simples de classificar como bom ou ruim. Depende de como, por que e em que contexto ela acontece.

Restrições rígidas e efeito sanfona

Quando alguém impõe regras rígidas demais — “não posso comer isso nunca”, “só posso comer aquilo se fizer exercício depois” — o corpo e a mente acabam reagindo. Com o tempo, essa rigidez aumenta a culpa, o descontrole e o famoso efeito sanfona. O problema não está apenas na restrição em si, mas no modo como ela se relaciona com nossas emoções e com a forma como enxergamos a comida.

Por outro lado, nem toda restrição é negativa. Há situações em que ajustes na alimentação são necessários, como em casos de alergias, diabetes ou outras condições clínicas. O ponto é que qualquer mudança precisa vir acompanhada de orientação, escuta e respeito à individualidade. Fazer “dietas milagrosas” sem acompanhamento pode gerar um ciclo de frustração, desmotivação e desconfiança no próprio corpo.

Emagrecimento rápido

Os pesquisadores também lembram que o emagrecimento rápido, mesmo quando parece dar certo no início, raramente se mantém a longo prazo. A maioria das pessoas volta a ganhar peso e muitas desenvolvem uma relação ainda mais difícil com a comida. Isso acontece porque o foco fica apenas no controle, e não no aprendizado sobre o próprio corpo, nas emoções envolvidas ou nos sinais de fome e saciedade.

O que realmente faz diferença é construir uma relação mais consciente, flexível e gentil com a alimentação. Em vez de lutar contra o corpo, é preciso aprender a ouvi-lo. Comer com atenção, sem culpa, entendendo o que nos nutre de verdade, é um caminho que traz mais equilíbrio e liberdade.
Se você quer aprender a cuidar da alimentação sem cair nas armadilhas da restrição e da culpa, me acompanhe no Instagram @simonediasnutricionista.

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Posted by Simone Dias Nutrição
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Especialista em comportamento alimentar – Foco ajudar mulheres a entenderem a alimentação como uma grande aliada na saúde e na qualidade de vida.
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