A manhã desta segunda-feira (8) marcou um avanço para a agricultura de Planaltina. A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, entregou 15 licenças ambientais a produtores do Núcleo Rural Riacho das Pedras. O documento, emitido pelo Instituto Brasília Ambiental, autoriza atividades que vão da avicultura à irrigação por pivô central, passando pela produção de bioinsumos e pelo uso sustentável da água.
A medida traz segurança jurídica e tranquilidade aos agricultores, que agora podem comercializar insumos e planejar investimentos sem o risco de interromper suas atividades. “Essa legalidade permite que eles trabalhem com confiança e foquem no aumento da produção”, destacou Celina Leão durante a entrega simbólica de cinco licenças.
O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, explicou que a ação busca atender cada propriedade conforme suas necessidades e reforçou o caráter educativo do trabalho:
Nosso papel não é punir, mas orientar. Queremos ser parceiros do produtor, garantindo que a produção rural ande junto com a preservação ambiental.
Ele ressaltou ainda que a parceria com a Emater-DF e a Seagri-DF permitirá visitas periódicas às propriedades, evitando que falhas de comunicação atrasem processos simples. “Se o campo não planta, a cidade não janta. Mas é preciso plantar de forma sustentável”, reforçou.
Histórias de quem produz
Entre os beneficiados, o agricultor Roberto Yamane, 57 anos, celebra o novo cenário. Produtor de soja, feijão e milho, ele afirma que já perdeu negócios por falta da licença. Agora, espera expandir a produção:
Para nós, é um alívio. O mercado e os bancos exigem esse documento. Estar regularizado significa poder crescer.
O produtor Valtair Fernandes Cardoso, 66, também compartilha do sentimento. Após seis anos aguardando o licenciamento, ele vê na conquista a garantia de continuidade das atividades.
A gente vivia com receio de ter tudo bloqueado de uma hora para outra. Hoje, finalmente, temos tranquilidade para seguir no trabalho, disse.
A regularização ambiental em Planaltina simboliza mais do que burocracia: representa reconhecimento do papel do agricultor no equilíbrio entre produção e preservação, além de abrir caminhos para um futuro mais seguro e sustentável no campo.




