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Influenciador Hytalo Santos é alvo de prisão em São Paulo após denúncias e investigações

Acusações de exposição sexualizada de menores envolvem também pais de adolescentes; caso mobiliza autoridades e redes sociais

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Influenciador Hytalo Santos é preso em São Paulo e segue alvo de investigações na Paraíba por suspeita de exposição sexualizada de menoresImagem: Reprodução
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O influenciador paraibano Hytalo Santos foi detido em São Paulo, enquanto responde a diferentes investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os inquéritos, que tramitam em João Pessoa e Bayeux, apuram suspeitas de que ele tenha exposto adolescentes em conteúdos de teor sexualizado nas redes sociais, em violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

As denúncias ganharam visibilidade nacional após a publicação de um vídeo pelo youtuber Felca, que abordou a chamada “adultização” de jovens na internet. No material, ele destacou a presença recorrente de menores nos conteúdos de Hytalo e criticou a forma como eram retratados. A gravação teve milhões de visualizações e impulsionou a pressão por medidas judiciais e legislativas sobre o tema.

Entre os casos investigados, está a participação de adolescentes que aparecem nos vídeos desde muito jovens, como uma influenciadora que começou a colaborar com Hytalo aos 12 anos e hoje acumula milhões de seguidores. O MPPB também apura a conduta dos pais desses menores, que teriam autorizado as gravações, para avaliar se houve omissão na proteção e no cuidado.

Decisão judicial

Após a repercussão, a Justiça determinou restrições, incluindo a proibição de contato entre o influenciador e os adolescentes, além da suspensão da monetização de conteúdos envolvendo menores. Perfis de redes sociais ligados ao caso foram retirados do ar.

Em manifestação pública, Hytalo disse que colabora com as autoridades e que já havia participado de reuniões com o Ministério Público antes da repercussão recente. Ele afirma que sua família e os jovens com quem trabalha não se encaixam em um “modelo padrão”, mas que isso não significaria desrespeito às leis.

O impacto do caso já ultrapassa as investigações. No Congresso, parlamentares discutem propostas para endurecer regras sobre a presença de crianças e adolescentes em conteúdos digitais, reforçando o debate sobre responsabilidade de criadores, pais e plataformas na proteção dos menores.

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