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Governadores se unem contra tarifaço dos EUA

Ibaneis Rocha convoca Fórum Nacional de Governadores para buscar soluções à taxação de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros

Redação
Por Redação 2 Min Leitura
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Ibaneis Rocha convoca edição extraordinária do Fórum Nacional de Governadores para discutir medidas diante da taxação de 50% sobre produtos brasileirosImagem: Renato Alves/Agência Brasília
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Diante da iminente aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decidiu agir. Na manhã desta segunda-feira (28), anunciou a convocação de uma edição extraordinária do Fórum Nacional de Governadores. O encontro tem como foco reunir lideranças estaduais e representantes do governo federal para discutir saídas diplomáticas e econômicas diante da medida norte-americana.

Coordenador do fórum, Ibaneis se reuniu com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, a quem fez um convite formal para integrar a reunião. O mesmo será feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

União Contra Tarifas dos EUA

Todos os governadores estão muito preocupados. Uns perdem mais, outros menos, mas é possível articular um diálogo que una a classe política em torno desse problema nacional, disse o governador.

A proposta é que a reunião aconteça antes de 1º de agosto, data em que a nova tarifa entra em vigor. A expectativa é de que o fórum sirva como base para a criação de uma comitiva de governadores que acompanhe Alckmin em futuras negociações em Washington. O gesto simbolizaria a unidade dos estados frente às perdas econômicas esperadas, especialmente entre os setores produtivos mais vulneráveis.

A ideia principal é formar essa comissão de governadores para reforçar, ao lado do governo federal, a posição do Brasil. O impacto será direto na vida da população mais carente, com queda de empregos, renda e salário. Precisamos estar juntos na busca por soluções, afirmou Ibaneis.

Anunciado por Donald Trump em 9 de julho, o chamado “tarifaço” foi justificado por motivos políticos e comerciais. A reação do governo brasileiro agora busca evitar maiores danos econômicos ao país e fortalecer a articulação entre os entes federativos e o Executivo nacional.

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