Depois de dias marcados pela tensão, o mercado financeiro encontrou espaço para respirar nesta segunda-feira (21). O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,564. Já o Ibovespa avançou 0,59% e voltou a ultrapassar os 134 mil pontos, encerrando a sessão aos 134.167.
Logo na abertura, o dólar chegou a bater R$ 5,61, mas a pressão diminuiu ainda nas primeiras horas do pregão. Por volta das 13h, a moeda americana atingiu a mínima do dia, cotada a R$ 5,55. Apesar da baixa pontual, o dólar ainda acumula alta de 2,39% em julho. No acumulado de 2025, porém, registra recuo de quase 10%.
O movimento de queda foi sentido também em outros mercados, resultado da realização de lucros após uma sequência de valorização da divisa. Investidores, atentos aos sinais vindos do cenário internacional, optaram por vender parte de seus ativos em dólar para garantir ganhos recentes.
Crise Brasil-EUA
No Brasil, o ambiente ficou menos carregado com a ausência de novos desdobramentos na crise diplomática com os Estados Unidos. A trégua momentânea contribuiu para o fortalecimento da bolsa brasileira, puxada principalmente por ações de bancos, mineradoras e siderúrgicas.
Lá fora, cresceu a expectativa de que o governo Trump recue em relação às barreiras comerciais impostas a diversos países. A possibilidade de diálogo com blocos econômicos reforçou o sentimento de alívio entre investidores e refletiu positivamente nos ativos de risco.
Com os olhos voltados para o cenário político global, o mercado segue cauteloso, mas atento a possíveis novos desdobramentos que possam mudar o rumo da semana. Por ora, prevaleceu o tom de recuperação.




