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Violência Política

Um suporte para regimes ditatoriais e flerte com o nazismo

Flavio Werneck
Por Flavio Werneck  - Segurança Pública 4 Min Leitura
4 Min Leitura
E nossa Brasilia está cada vez mais ficando refém dessa doença nacionalImagem: Adobe Stock
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Estamos passando por momentos conturbados e delicados em nosso país. E isso se reflete diretamente na capital federal, no nosso DF. O aumento do número de crimes ligados diretamente a ideologias políticas pouco ou nada democráticas, aliados ao descontrole geral das mídias sociais e recorrentes notícias falsas acabaram por criar ambiente hostil e aumento da violência.

Uma pesquisa das organizações sociais de direitos humanos Terra de Direitos e Justica Global, apresenta dados assustadores: de setembro de 2020 a outubro e 2022 foram “mapeados 523 casos de violência política, que envolveram 482 vítimas entre representantes de cargos eletivos, candidatos, pré-candidatos e agentes políticos em todo o país”. Foram “54 assassinatos, 109 atentados, 151 ameaças, 94 agressões, 104 ofensas, seis casos de criminalização e cinco de invasão”.

Uma democracia merece diálogo e entendimento; respeito e equidade; divergência com integridade.

Segundo a pesquisa foram detectados, como principais vetores dessa violência, o clima polarizado, permeado de ódio e medo, que foram incentivados e reverberados pelos diversos meios de comunicação. O que, inclusive, limitou e intimidou pessoas a desistirem de suas candidaturas ou representações sociais.

A violência descrita vem afetando diretamente o nosso “quadradinho”. Na quinta-feira (6/7), a Policia Federal (PF) fez buscas contra os supostos financiadores de um atentado a bomba no Aeroporto JK. A explosão de um caminhão-tanque às vésperas do natal!!Lembrando que antes desse atentado a bomba, que causaria danos absurdos ao aeroporto de Brasília e região mataria um grande número de pessoas, tivemos dois episódios de invasão ao acesso restrito do nosso aeroporto, causando vários problemas na segurança e nos serviços prestados no JK. Os envolvidos foram presos com várias armas (espingardas, fuzis, revolveres, pistolas, munição e emulsões explosivas), e confessaram que “queriam dar início ao caos”.

Ainda tivemos a tentativa de invasão da sede da Policia Federal na W3 Norte, com incêndio organizado de carros e ônibus no dia 12 de dezembro e o fatídico dia 08/01/2023, com a invasão das sedes dos Três Poderes, destruição em massa de acervo patrimonial do Estado em uma tentativa de implementar uma “suposta ditadura”.

Aliado a isso observamos também um crescimento de 270,6% de células de grupos neonazistas no país, com 530 núcleos extremistas em 52 grupos e cerca de 10 mil inscritos. Por óbvio o discurso desses grupos prega a violência, discriminação e morte às e minorias eleitas, mesmo que estas não sejam efetivamente minorias. Utilizam as facilidades do mundo digital para propagar seus dogmas e cooptar almas e corações.

E nossa Brasilia está cada vez mais ficando refém dessa doença nacional. O centro político do país acaba por afetar diretamente nossa população e nosso dia-a-dia.

Providências

Para além de conhecermos e termos consciência do mal que nos afeta, temos também que tomar as devidas providências. Sermos ativos. Denunciar.

As facilidades tecnológicas nos auxiliam a filmar, gravar e encaminhar supostos crimes de agressões desmedidas, atitudes suspeitas e infundadas. Uma democracia merece diálogo e entendimento; respeito e equidade; divergência com integridade. E vale a pena repisar: NAZISMO É CRIME; PLANEJAR GOLPE E TENTAR EXECUTAR É CRIME; DESTRUIR PATRIMÔNIO PÚBLICO E PRIVADO É CRIME; OFENDER É CRIME.

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Posted by Flavio Werneck Segurança Pública
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Advogado, servidor público, mestre em criminologia e pós-graduado pela Escola do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
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