A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (31) o registro do Yluméc, nova caneta de semaglutida produzida pela farmacêutica brasileira EMS. O medicamento é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2.
O Yluméc utiliza semaglutida, princípio ativo também presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy. A substância pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1 e atua no controle da glicose, além de aumentar a sensação de saciedade.
Apesar de ser popularmente associada às chamadas “canetas emagrecedoras”, a indicação aprovada para o Yluméc é o tratamento do diabetes tipo 2. A presença da semaglutida na composição não significa que o produto esteja automaticamente autorizado para tratamento da obesidade ou emagrecimento.
Como será a nova caneta
O medicamento foi registrado como solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, para aplicação por via subcutânea. A Anvisa autorizou quatro apresentações do produto, com diferentes quantidades de canetas, cartuchos e agulhas.
O Yluméc foi registrado na categoria de medicamento similar, na modalidade “clone”, tendo o Ozivy, também fabricado pela EMS, como medicamento de referência para o registro. O Ozivy foi aprovado pela Anvisa em maio deste ano para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
Quando o medicamento chega às farmácias?
Apesar da aprovação do registro, o Yluméc ainda não está disponível para compra. O preço máximo do medicamento precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e a EMS ainda não informou uma data para o início das vendas.
A aprovação ocorre em meio à expansão da oferta de medicamentos à base de semaglutida no Brasil. Em julho, a Anvisa registrou cinco novas canetas com a substância, todas destinadas ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.
A ampliação do número de produtos autorizados aumenta a concorrência no mercado brasileiro, mas os medicamentos não devem ser substituídos entre si de forma automática. A possibilidade de intercambialidade depende da categoria regulatória e das condições estabelecidas pela Anvisa.



