Depois de quase duas décadas acompanhando o cotidiano do Distrito Federal como repórter e apresentador de televisão, Giuliano Cartaxo decidiu iniciar uma nova etapa na vida pública. Pré-candidato à Câmara Legislativa do DF, ele afirma que pretende levar para a política a experiência adquirida ouvindo a população e acompanhando de perto problemas enfrentados na saúde, segurança e infraestrutura.
A decisão também foi influenciada pela luta contra um câncer de intestino, diagnosticado em 2020. Ao longo do tratamento, Cartaxo passou por cirurgias, sessões de quimioterapia e atendimento na rede pública de saúde, experiência que, segundo ele, mudou sua visão sobre o papel do poder público.
Estou vivo hoje por causa do SUS, do Hospital de Base e do HRT. Abaixo de Deus, foram eles que salvaram a minha vida”, afirmou.
Fiscalização como prioridade
Ao falar sobre a atuação que pretende desenvolver no Legislativo, Cartaxo disse que pretende concentrar esforços na fiscalização da aplicação dos recursos públicos.
Eu não quero apresentar um monte de projeto. Quero ser fiscal. Quero saber para onde está indo o dinheiro público”, declarou.
Na avaliação do jornalista, o Distrito Federal dispõe de recursos importantes, mas a população ainda enfrenta dificuldades para acessar serviços essenciais. Para ele, o desafio está menos na criação de novas estruturas e mais na melhoria da gestão e da execução das políticas públicas.
Brasília não precisa de placa. Precisa de ação”, resumiu.
Vivência nas ruas
Durante a entrevista, Cartaxo relembrou que começou a trabalhar ainda na infância, vendendo empadas para ajudar a família. A experiência, segundo ele, contribuiu para compreender a realidade de ambulantes e pequenos comerciantes.
Eu sei o que é isso. Com nove anos eu vendia empadas na rua. Fui ambulante e conheço essa realidade”, disse.
Para o pré-candidato, a política deve manter a mesma lógica do jornalismo: ouvir as pessoas, compreender seus problemas e cobrar soluções. “O político tem que ouvir histórias e encontrar soluções para os problemas do povo”, concluiu.
Com participação de: Odir Ribeiro



