As primeiras pesquisas para a Câmara Legislativa já movimentam os bastidores da política do Distrito Federal. Embora apareça entre os nomes mais bem posicionados nas sondagens, o deputado distrital Joaquim Roriz Neto (PL) evita qualquer clima de euforia. Para ele, os levantamentos servem como termômetro da campanha, mas estão longe de definir o resultado das urnas.
“Pesquisa não equivale a voto. Você só tem voto quando as urnas fecham”, afirma o parlamentar, ao destacar que o desempenho nas sondagens representa incentivo, mas não elimina a necessidade de manter o trabalho de rua e o contato permanente com o eleitor.
Disputa acirrada
Joaquim acredita que a eleição de 2026 será uma das mais competitivas dos últimos anos. Segundo ele, o fortalecimento das nominatas dos grandes partidos elevará o número de votos necessários para conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa.
Acho que, nesta eleição, quem tiver menos de 25 mil votos não está seguro”, avalia.
O deputado também afirma que as pesquisas exercem influência na formação das chapas e até no comportamento do eleitor.
O eleitor não gosta de jogar voto fora. Nos 45 dias de campanha, muita gente procura candidatos que aparecem com chance real de vitória”, observa.
A experiência de ter perdido uma eleição por pequena diferença também mudou sua forma de encarar o processo eleitoral. “Quem nunca perdeu uma eleição talvez não entenda. Eu aprendi a dar valor a cada agenda, a cada apoio e a cada pessoa que caminha ao nosso lado”, diz.
Na avaliação de Joaquim Roriz Neto, partidos como PL, MDB, Republicanos e União Progressista chegam fortalecidos para a disputa. Ainda assim, ele evita qualquer previsão antecipada. “Campanha se ganha trabalhando. Pesquisa ajuda, mas eleição se decide no voto”, conclui.
*com participação de Odir Ribeiro



