Comer bem pode baixar sua pressão

A alimentação pode ser, sim, uma ferramenta poderosa de tratamento

Simone Dias
Por Simone Dias  - Nutrição 3 Min Leitura
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Hábitos simples à mesa podem trazer benefícios importantes para a saúde do coração Imagem: IA
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Pressão alta é silenciosa, perigosa e muito comum. No Brasil, ela é responsável por mais da metade das mortes por doenças do coração. A boa notícia? Um dos maiores estudos da história da nutrição mostrou que mudar o que você come pode ser tão eficaz quanto tomar medicamento.

Esse estudo se chama DASH — sigla em inglês para “Abordagens Alimentares para Combater a Hipertensão”. Publicado em 1997 em uma das revistas médicas mais importantes do mundo, ele acompanhou 459 adultos durante dois meses e comparou três formas de se alimentar: a dieta típica americana (pobre em frutas e vegetais), uma dieta rica em frutas e vegetais, e a dieta DASH completa, rica em frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura, e pobre em gordura saturada, doces e embutidos.

O resultado foi impressionante. Quem seguiu a dieta DASH teve uma queda significativa na pressão arterial e entre as pessoas que já tinham hipertensão, a melhora foi tão expressiva que chegou a rivalizar com o efeito de remédios para pressão. Ou seja, só de mudar a alimentação, muita gente conseguiu números que médicos consideram clinicamente importantes.

O que é, na prática, a dieta DASH?

Não é nenhum bicho de sete cabeças. Ela incentiva comer mais frutas, verduras, legumes, grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura, alimentos que fazem parte da cultura alimentar brasileira, como feijão, frutas da estação, folhas e iogurte natural. Ao mesmo tempo, pede para reduzir frituras, carnes gordurosas, doces, salgadinhos e refrigerantes.

Um detalhe importante: esses resultados foram alcançados sem nenhuma redução no consumo de sal. Ou seja, o efeito da dieta DASH já é poderoso por si só e fica ainda maior quando combinado com menos sódio.

Mudança de hábitos alimentares

É claro que mudar hábitos alimentares não é fácil. A ciência reconhece isso. Mas a dieta DASH não exige perfeição, nem alimentos caros ou exóticos. Pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo já fazem diferença real na sua pressão e, consequentemente, no seu risco de infarto e AVC.

A alimentação pode ser, sim, uma ferramenta poderosa de tratamento. Converse com seu nutricionista ou médico sobre como adaptar esses princípios à sua rotina. Me siga no Instagram para mais dicas.

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Posted by Simone Dias Nutrição
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Especialista em comportamento alimentar – Foco ajudar mulheres a entenderem a alimentação como uma grande aliada na saúde e na qualidade de vida.
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