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Celular da babá foi peça-chave para polícia descobrir agressões no caso Henry Borel

Mensagens apagadas recuperadas pela perícia ajudaram investigadores a desmontar versão apresentada pelos acusados

Ana Andrade
Por Ana Andrade 2 Min Leitura
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Delegado responsável pelo caso afirmou que a investigação encontrou indícios de tentativa de ocultação das agressões sofridas por Henry Borel antes da morte do menino.IMAGEM: Tomaz Silva/Agência Brasil
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O julgamento do caso Henry Borel ganhou novos detalhes nesta terça-feira (26), durante depoimento do delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação da morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. Segundo o policial, mensagens encontradas no celular da babá da criança foram fundamentais para revelar as agressões sofridas por Henry e desmentir a versão de acidente doméstico apresentada pelos acusados.

De acordo com o delegado, a investigação começou após a mãe da criança, Monique Medeiros, e o então vereador Dr. Jairinho alegarem que Henry havia sofrido uma queda dentro do apartamento. No entanto, o laudo cadavérico apontou diversas lesões incompatíveis com a narrativa apresentada pelo casal.

Conversas apagadas

Durante as investigações, a polícia utilizou softwares de recuperação de dados para acessar mensagens deletadas do celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira. Os diálogos mostravam relatos de agressões anteriores contra Henry, além de conversas em que a funcionária alertava Monique sobre hematomas e machucados no menino.

Segundo Damasceno, as mensagens foram decisivas para demonstrar que a mãe tinha conhecimento das violências sofridas pelo filho. O delegado afirmou ainda que Monique orientou a babá a apagar parte das conversas, tentativa que acabou descoberta pela perícia.

Tentativa de obstrução

No depoimento, o delegado também afirmou que Dr. Jairinho tentou interferir nas investigações logo após a morte da criança. Segundo ele, o então vereador teria pressionado funcionários do hospital para agilizar documentos e evitar que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O caso Henry Borel chocou o país e se tornou um dos episódios de maior repercussão sobre violência infantil no Brasil. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado e tortura.

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