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Casos de estupro de vulnerável caem 5,23% no DF e reforçam alerta contra abuso infantil

Data nacional de combate à violência sexual infantil mobilizou ações de conscientização e reforçou importância da denúncia no Distrito Federal

Danieli Aguiar
Por Danieli Aguiar 3 Min Leitura
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Urso de pelúcia representa campanha de conscientização sobre combate ao abuso e à exploração sexual infantilImagem: Freepik/Reprodução
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A semana foi marcada pelas ações de conscientização em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio. No Distrito Federal, a data reforçou o alerta para a prevenção da violência sexual infantil e a importância da denúncia.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal mostram que os casos de estupro de vulnerável apresentaram queda de 5,23% em 2025. O número de ocorrências passou de 726 registros em 2024 para 688 casos contabilizados no ano passado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o registro das ocorrências é essencial para a elaboração de estratégias preventivas, fortalecimento das ações integradas de acolhimento às vítimas e identificação dos autores.

Entenda a diferença

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do DF, violência sexual é qualquer ato sem consentimento.

O abuso sexual acontece quando um adulto ou adolescente utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para práticas de natureza sexual. Já a exploração sexual envolve o uso sexual de crianças e adolescentes com intenção de lucro, troca financeira ou qualquer outro benefício.

Sinais de alerta

A doutora em psicologia Guizilla Cola explica que crianças e adolescentes vítimas de abuso costumam apresentar sinais, especialmente quando não conseguem verbalizar o que vivem.

Muitas crianças não conseguem verbalizar o que estão vivendo, especialmente quando o abuso ocorre em contextos de confiança, medo ou ameaça, afirma.

Entre os principais sinais estão mudanças bruscas de comportamento, irritabilidade excessiva, regressões comportamentais, medo intenso de determinadas pessoas ou lugares, queda no rendimento escolar, alterações no sono e alimentação, sexualização precoce e crises de ansiedade.

A especialista destaca ainda a importância de ensinar limites corporais desde a infância, incluindo noções de autocuidado, diferença entre toque de cuidado e toque inadequado, direito de dizer “não” e incentivo para procurar ajuda de adultos de confiança.

“É responsabilidade dos adultos criar redes de proteção, supervisionar relações, acompanhar o ambiente digital e agir diante de qualquer suspeita”, reforça.

Como agir e denunciar

Especialistas orientam que, diante de suspeitas, adultos escutem a criança sem julgamentos e evitem expor a vítima repetidamente ao relato, confrontar o possível agressor diante dela, minimizar sinais ou desacreditar sua fala.

A Polícia Civil do Distrito Federal disponibiliza canais para denúncias e registros:

• Delegacia Eletrônica

• E-mail: denuncia197@pcdf.df.gov.br

• Telefone: 197, opção 0

• WhatsApp: (61) 98626-1197

Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.

Casos de violência contra crianças e adolescentes também podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100.

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