Ad image

PF aponta supostos pagamentos a Lulinha e STF autoriza quebra de sigilo bancário

Medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça no âmbito da investigação sobre fraudes bilionárias no INSS; defesa nega irregularidades

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
3 Min Leitura
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teve quebra de sigilo bancário autorizada pelo STF no âmbito de investigação sobre supostas fraudes no INSSImagem: Reprodução/Arquivo

A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação foi aceita pelo ministro André Mendonça e integra a investigação sobre supostas fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo relatório sigiloso da PF, investigadores identificaram indícios de pagamentos que teriam sido direcionados a Lulinha por meio de uma pessoa próxima a ele. A apuração preliminar aponta que os valores seriam repassados por Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no caso, que teria tratado o filho do presidente como um suposto sócio oculto.

De acordo com a Polícia Federal, os pagamentos poderiam chegar a R$ 300 mil mensais. A suspeita é de que os valores estariam ligados à facilitação de acesso do investigado a locais específicos em Brasília. A defesa dos envolvidos nega qualquer irregularidade e afirma que não houve prática ilícita.

Apreensões e mensagens investigadas

Durante a operação Sem Desconto, agentes apreenderam um envelope que, segundo a PF, continha o nome de Lulinha como destinatário. O material estava com uma amiga dele. Após a ação policial, mensagens interceptadas mostrariam a preocupação da mulher ao relatar que o envelope havia sido encontrado durante a busca e apreensão.

Nas conversas analisadas pelos investigadores, ela afirma que os agentes localizaram “um envelope com o nome do nosso amigo”, ao que o investigado respondeu com preocupação. O conteúdo das mensagens passou a integrar o relatório encaminhado ao STF.

Além disso, um ex-funcionário ligado ao investigado prestou depoimento à Polícia Federal e à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmando que o lobista mencionava pagamentos destinados a Lulinha de forma recorrente.

Próximos passos da investigação

Com a autorização judicial, a Polícia Federal poderá analisar movimentações financeiras, identificar possíveis transferências, origem e destino de valores e montar uma linha do tempo das transações bancárias relacionadas ao investigado.

O objetivo, segundo a apuração, é verificar se houve repasses financeiros compatíveis com as suspeitas levantadas durante a investigação das fraudes no sistema previdenciário.

Compartilhe esse Artigo
Deixe sua opnião
Verified by MonsterInsights