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Príncipe Andrew é preso no Reino Unido em investigação ligada a Epstein

Ex-integrante da família real pode enfrentar prisão perpétua se for condenado por má conduta no cargo público

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Ele foi preso nesta quinta-feira (19) em meio a investigações relacionadas a Jeffrey EpsteinImagem: Reprodução
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O ex-príncipe Andrew foi preso nesta quinta-feira (19), em sua residência no Reino Unido, durante investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A informação foi divulgada pela BBC. A polícia do Vale do Tâmisa confirmou a detenção de um homem na casa dos 60 anos, suspeito de má conduta no exercício de cargo público, mas não citou o nome de Andrew oficialmente.

Segundo as autoridades, o suspeito permanece sob custódia e pode ficar preso por até 96 horas para interrogatório. Agentes também cumpriram mandados de busca em dois endereços ligados ao investigado, um em Berkshire e outro em Norfolk.

Investigação sobre envio de relatórios

A prisão ocorre cerca de uma semana após a abertura de investigação para apurar se Andrew Mountbatten-Windsor enviou relatórios confidenciais a Epstein enquanto atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Apesar de a polícia não confirmar formalmente a identidade do preso, veículos britânicos afirmam que se trata do irmão do rei Charles III.

De acordo com a BBC, caso seja considerado culpado por má conduta no exercício de cargo público, Andrew pode ser condenado à prisão perpétua. Um especialista ouvido pela emissora afirmou que o ex-príncipe deve permanecer em cela comum, sem tratamento diferenciado.

Perda de títulos e pressão sobre a monarquia

Em outubro, Andrew foi destituído de seus títulos reais por decisão de Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com Epstein. Ele também deixou sua residência oficial em Windsor e passou a viver em uma casa de campo em Sandringham.

Os arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro, citam o nome de Andrew diversas vezes. Fotografias tornadas públicas mostram o ex-príncipe em situações consideradas comprometedoras.

As revelações ampliaram a pressão sobre a família real britânica. O príncipe William, Prince of Wales e a princesa Catherine, Princess of Wales declararam estar profundamente preocupados com o caso. Até a última atualização, a família real não havia se manifestado sobre a prisão.

Andrew também foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha do caso Epstein, por fatos que teriam ocorrido quando ela era menor de idade. Ele sempre negou as acusações. Segundo familiares, Giuffre morreu por suicídio na Austrália, em 25 de abril de 2025, aos 41 anos.

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