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PF alerta Toffoli que guardar provas no STF pode prejudicar investigação sobre o banco Master

Diretor-geral da corporação alerta que lacrar e manter equipamentos no STF pode comprometer a coleta de provas da Operação Compliance Zero

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Toffoli reclama de demora da PF para cumprir mandados contra Vorcaro e pessoas ligadas ao MasterImagem; Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, a revisão da decisão que determinou que bens e equipamentos apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero sejam lacrados e mantidos sob custódia no STF. Segundo a PF, a medida pode gerar prejuízos irreversíveis à investigação que apura suspeitas de fraude financeira envolvendo o banco Master.

A manifestação foi enviada no dia 13, um dia após Toffoli autorizar a operação e estabelecer que os mandados de busca e apreensão fossem cumpridos em até 24 horas, além de ordenar que todo o material recolhido ficasse armazenado no gabinete do ministro. A Polícia Federal cumpriu os 40 mandados nesta quarta-feira (14), incluindo alvos ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a familiares.

Pedido de acesso imediato às provas

No documento encaminhado ao Supremo, Andrei Rodrigues pediu que a PF possa iniciar de forma imediata a análise dos equipamentos apreendidos, principalmente celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. Para a corporação, o acesso rápido a esses materiais é decisivo para evitar a perda de provas e garantir a integridade dos dados.

A PF argumenta que atrasos na extração de informações podem permitir a ativação de novos bloqueios de segurança, o que pode inviabilizar a recuperação de mensagens, arquivos e registros relevantes para a investigação.

Prazo e dificuldades operacionais

Rodrigues também explicou a Toffoli que a corporação não conseguiu cumprir os mandados no prazo de 24 horas por questões operacionais, sem qualquer intenção de descumprir a ordem judicial. Entre os motivos citados estão a necessidade de confirmar endereços de alvos e o fato de o período coincidir com férias, o que poderia significar ausência de investigados de seus domicílios.

Além disso, o diretor-geral destacou que a PF já tinha outras operações programadas para o mesmo dia, como a nona fase da Operação Overclean, que apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares.

Risco para a investigação

Sobre a ordem de lacrar e armazenar os bens no STF, a Polícia Federal sustenta que a medida pode inviabilizar o avanço das apurações. Para os investigadores, as primeiras horas após uma busca são cruciais para preservar provas digitais e mapear eventuais conexões entre os investigados.

Até o momento, não há informação pública sobre resposta do ministro Dias Toffoli ao pedido apresentado pelo diretor-geral da PF.

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