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China supera US$ 1 trilhão em superávit comercial mesmo com queda nas vendas aos EUA

Reorientação do comércio e competitividade de preços impulsionam exportações chinesas em novembro

Emilly Gomes
Por Emilly Gomes 2 Min Leitura
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Imagem: Freepik
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A China encerrou novembro com um marco histórico: seu superávit comercial anual ultrapassou, pela primeira vez, a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,45 trilhões), segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 8, pela Administração Geral das Alfândegas. O resultado surpreende analistas, especialmente diante da forte queda das exportações para os Estados Unidos.

Apesar da fragilidade no comércio com o mercado norte-americano, as exportações chinesas cresceram 5,9% em novembro, superando as projeções da Bloomberg, que apontavam alta de 4%. O avanço contrasta com o recuo de 1,1% registrado em outubro, primeiro declínio desde fevereiro.

Venda aos EUA despenca, mas outros mercados compensam

As exportações para os Estados Unidos recuaram 28,6% no mês passado, mesmo após o acordo firmado em outubro entre Donald Trump e Xi Jinping para encerrar a guerra comercial.

Com vendas somando US$ 33,8 bilhões (R$ 184 bilhões), o tombo no fluxo para os EUA foi amplamente compensado pelo aumento das vendas para outros destinos.

Segundo Zichun Huang, economista da Capital Economics, a perda de dinamismo no comércio bilateral foi neutralizada por uma estratégia de diversificação:

A fraqueza das exportações para os Estados Unidos foi mais do que compensada pelas vendas para outros mercados, afirmou.
As exportações devem continuar resilientes, impulsionadas pela reorientação do comércio e pela maior competitividade de preços, já que a deflação pressiona para baixo a taxa de câmbio real da China, completou.

Exportações sustentam economia em meio a desafios internos

O setor externo tem desempenhado papel crucial para a economia chinesa, que enfrenta uma prolongada crise de endividamento no setor imobiliário e um consumo doméstico abaixo do esperado.

As importações, por sua vez, avançaram 1,9% em novembro, desempenho mais fraco do que os 3% previstos pela Bloomberg, sinalizando que a demanda interna segue moderada.

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