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Arruda pode concorrer a Eleição? Pré-candidatura expõe incertezas sobre sua elegibilidade em 2026

Condenação por improbidade ainda pesa contra o ex-governador, mas mudanças na Lei da Ficha Limpa podem abrir caminho para sua volta tudo dependerá da Justiça Eleitoral

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 4 Min Leitura
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José Roberto Arruda tenta retomar espaço político enquanto Justiça Eleitoral define futuro de sua elegibilidadeImagem: Reprodução
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Ninguém sabe ao certo se José Roberto Arruda (sem partido) poderá disputar o Governo do Distrito Federal em 2026. Mesmo assim, o ex-governador voltou ao jogo político ao se lançar como pré-candidato após cerca de 15 anos afastado das urnas. A grande questão é: Arruda vai conseguir? A resposta ainda está nas mãos da Justiça Eleitoral, que só baterá o martelo no momento do registro das candidaturas.

A situação jurídica de Arruda permanece indefinida. Ele foi condenado por improbidade administrativa no caso da Caixa de Pandora, o que o torna, em tese, inelegível por oito anos. Em outubro, tentou anular a condenação, mas o Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão. No cenário atual, isso o deixaria fora das eleições  mas não necessariamente de forma definitiva.

Arruda pode, afinal, participar da eleição?

Por enquanto, pode. Ele está autorizado a fazer pré-campanha, circular politicamente e se apresentar como pré-candidato. A análise real sobre sua elegibilidade só acontece no pedido de registro, até 15 de agosto de 2026. Até lá, qualquer certeza é precipitada.

Para o doutor em direito Renato Ribeiro de Almeida, é impossível cravar agora se Arruda será barrado ou não. Ele explica que a definição só ocorre quando a Justiça Eleitoral avaliar o pedido formal. “Somente diante da candidatura é que será possível dizer, categoricamente, se ele está elegível ou não”, afirma.

Mudanças na Lei da Ficha Limpa aumentam a dúvida

A incerteza cresce por causa de alterações recentes na Lei Complementar 219/2025, que modificou a contagem do prazo de inelegibilidade. Antes, o período começava a contar ao final do mandato. Agora, passa a correr a partir da decisão que determina a perda do cargo ou a renúncia.

Com isso, abre-se a possibilidade  ainda que jurídica e tecnicamente complexa  de que Arruda seja considerado elegível já em 2026.

A advogada criminalista Emanuela de Araújo Pereira destaca que a nova regra pode, em tese, favorecer o ex-governador. Porém, como o STJ manteve sua condenação, o caso se torna mais difícil e depende de interpretações constitucionais que ainda serão debatidas no tribunal.

E aí: Arruda está inelegível ou não?

Hoje, a resposta é incerta. Ele segue condenado e, em princípio, inelegível. Mas a legislação mudou, e o entendimento final caberá ao TRE-DF e, se houver contestação, ao TSE.

O que está claro é que Arruda entra em 2026 como uma peça política em suspenso: pode ser barrado, pode ser liberado. É justamente essa indefinição que alimenta o interesse e movimenta o cenário eleitoral.

Pré-candidatos já anunciados

Com a saída de Ibaneis Rocha (MDB) após dois mandatos, o jogo está aberto. Hoje, ao menos cinco nomes se colocam na disputa pelo Buriti:

● Celina Leão (PP)

● José Roberto Arruda (sem partido)

● Leandro Grass (PT)

● Paula Belmonte (Cidadania)

● Ricardo Cappelli (PSB)

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