Na quinta-feira, 27 de novembro de 2025, o Congresso Nacional viu o registro do voto do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em uma sessão conjunta que apreciava vetos presidenciais.
O parlamentar, que reside nos Estados Unidos e possui seu acesso ao sistema bloqueado pela Câmara desde agosto, conseguiu, de forma irregular, manifestar-se contra os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à nova Lei de Licenciamento Ambiental.
O voto, exibido no painel eletrônico, gerou burburinho no plenário e provocou uma reação imediata da Mesa.
O fato ocorreu em Brasília, durante a deliberação dos vetos presidenciais que foram majoritariamente derrubados pelo Legislativo.
Bolsonaro, que teve seu acesso ao sistema interno da Casa bloqueado em agosto, por não ser permitido que parlamentares votem a partir do exterior, conseguiu burlar o impedimento e registrar sua posição.
Em resposta à situação, o presidente do Congresso Nacional, o senador David Alcolumbre (União-AP), declarou publicamente a anulação do registro. “Essa presidência declara a nulidade do registro de votação e determina a retificação de seu resultado”, informou no plenário, garantindo que o incidente não prejudicou o resultado final da votação.
A situação do deputado Eduardo Bolsonaro é delicada.
Após deixar o Brasil em setembro, ele corre o risco de ter o mandato cassado por excesso de faltas, já que não registra presença em sessões desde o fim de sua licença em julho. A tentativa de voto remoto, rapidamente anulada, reforça a polêmica sobre a atuação do parlamentar à distância, em desacordo com as normas da Casa.




