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Moraes manda prender Bolsonaro após violação de tornozeleira e risco de fuga

Ministro afirma que vigília convocada por Flávio Bolsonaro e alerta sobre embaixada dos EUA reforçaram ameaça à ordem pública

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Bolsonaro é levado pela Polícia Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes que converteu a prisão domiciliar em preventivaImagem: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) em prisão preventiva neste sábado (22). A decisão aponta que o ex-presidente violou a tornozeleira eletrônica durante a madrugada e apresentava risco concreto de fuga, agravado pela vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para a Superintendência da PF em Brasília.

O ministro também destacou que a casa de Bolsonaro fica a cerca de 13 km da embaixada dos Estados Unidos, distância que pode ser percorrida em poucos minutos, o que, segundo ele, aumentaria a possibilidade de uma tentativa de asilo ou evasão.

Risco gerado pela vigília

A vigília organizada por Flávio Bolsonaro na noite de sexta-feira (21), em frente ao condomínio do ex-presidente, foi considerada por Moraes como um fator de grave ameaça à ordem pública. Ele afirmou que o ato poderia tumultuar o cumprimento da prisão domiciliar e repetiria estratégias usadas anteriormente para pressionar instituições.

Violação da tornozeleira

O Centro de Monitoramento informou ao STF que a tornozeleira de Bolsonaro registrou uma violação às 0h08 deste sábado. Para Moraes, esse episódio indica intenção de romper o equipamento e fugir durante a movimentação causada pela manifestação convocada por seu filho.

Proximidade de embaixadas

Na decisão, Moraes lembrou que Bolsonaro já teria planejado uma fuga diplomática no passado, o que reforçou a preocupação ao considerar a curta distância entre sua casa e a embaixada norte-americana.

Aliados deixaram o país

O ministro citou ainda que aliados do ex-presidente, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e o deputado Eduardo Bolsonaro, deixaram o país mesmo sendo alvos de investigações no STF. Para ele, o movimento reforça o risco de evasão por parte de Bolsonaro.

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