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Prisão de Bolsonaro pode ocorrer na próxima semana e Moraes discute opções com o Exército 

Reunião reservada entre Alexandre de Moraes e general Tomás Paiva tratou de possíveis locais e condições para a detenção do ex-presidente

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Reunião reservada entre Alexandre de Moraes e o comandante do Exército, general Tomás Paiva, discutiu possíveis cenários para a futura prisão de Jair BolsonaroImagem: Alan Santos/PR
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Em articulações conduzidas fora da agenda pública, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem discutido detalhes sensíveis sobre a possível prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, prevista para ocorrer em algum momento da próxima semana. As informações foram reveladas pelo colunista Lauro Jardim.

Uma dessas conversas ocorreu na noite de segunda-feira (17/11), em reunião reservada com o comandante do Exército, general Tomás Paiva, que contou também com a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Segundo o relato, Paiva evitou opinar sobre o regime prisional adequado para Bolsonaro, mas ponderou que enviá-lo ao Complexo da Papuda poderia ser interpretado como medida excessiva, considerando sua condição de ex-chefe de Estado.

O comandante apresentou alternativas em instalações militares pelo país, caso Moraes determine o cumprimento da pena em regime fechado. As sugestões foram colocadas como opções logísticas e de segurança. Moraes, porém, não sinalizou concordância nem rejeição às propostas, mantendo sigilo sobre os detalhes da decisão e sobre o momento exato em que a ordem será executada.

O destino do ex-presidente será definido quando o Supremo declarar o trânsito em julgado do processo, o que deve ocorrer em breve. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar atualmente.

O STF considerou o ex-presidente líder de uma organização criminosa formada por militares, policiais e aliados que atuou para impedir a transição de poder após as eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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