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PL busca estratégia para acomodar disputas internas ao Senado no DF em 2026

Quatro nomes ligados ao partido se movimentam pela disputa das duas vagas disponíveis, e legenda tenta evitar conflitos e perdas políticas

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Aliados de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Izalci Lucas e Ibaneis Rocha movimentam o cenário político do DF para a disputa ao Senado em 2026Imagem: Carolina Antunes/PR
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O Partido Liberal enfrenta um impasse para definir sua estratégia na corrida ao Senado no Distrito Federal em 2026. Ao menos quatro nomes ligados direta ou indiretamente à legenda demonstraram interesse em concorrer às duas vagas que ficarão abertas, o que pressiona a sigla a organizar sua nominata e administrar disputas internas.

Entre os cotados estão Michelle Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Bia Kicis e Izalci Lucas. Com dois terços do Senado em renovação no próximo pleito, cada unidade da Federação terá duas cadeiras em disputa, incluindo o DF.

Movimentação em torno de Michelle Bolsonaro

A possível candidatura de Michelle Bolsonaro tem sido trabalhada por aliados do PL e de partidos de direita nos últimos meses. Natural de Ceilândia e presidente do PL Mulheres, ela ampliou sua atuação política e passou a ser testada em pesquisas para o Senado. Caso confirme a entrada na disputa, essa seria sua primeira eleição.

Considerada herdeira do capital político de Jair Bolsonaro, que está inelegível e condenado no inquérito sobre a trama golpista, Michelle é vista como um ativo eleitoral importante. Apesar disso, até o fim de semana nem ela nem o PL confirmaram se pretende concorrer e, em caso positivo, qual cargo disputaria.

Bia Kicis oficializa pré-candidatura

Em meio ao cenário indefinido do partido, a deputada federal Bia Kicis se antecipou e lançou sua pré-candidatura ao Senado. O anúncio ocorreu em um evento em Brasília que contou com Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Izalci busca espaço para outro projeto

O senador Izalci Lucas também influencia na composição da chapa. Ele afirmou ao g1 que deseja concorrer ao Governo do DF em 2026 e espera ter o apoio do PL, apesar de admitir que a articulação ainda não está consolidada. Como o partido integra a base do governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão, a definição passa também pela relação com o Palácio do Buriti.

Com Michelle e Bia avançando nas movimentações para o Senado, Izalci pode perder espaço para tentar a reeleição e, por isso, avalia alternativas para viabilizar sua candidatura ao GDF.

Ibaneis entra no tabuleiro

Apesar de não ser filiado ao PL, o governador Ibaneis Rocha também surge como peça importante no cenário. Prestes a concluir o mandato, ele declarou já estar em pré-campanha para o Senado. Sua candidatura deveria ser apoiada inicialmente pelo PL, devido à aliança mantida com a legenda no DF.

A proximidade do governador e de sua vice, Celina Leão, com a família Bolsonaro especialmente a relação pessoal entre Celina e Michelle Bolsonaro também pesa na construção da chapas e pode influenciar diretamente a estratégia da sigla para 2026.

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