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Investigação revela suposto esquema de R$ 300 milhões entre o Iges-DF e empresa de alimentação hospitalar

Na 3ª fase da Operação Escudero, deflagrada na quinta-feira (13), foram cumpridos quatro mandados de busca e dois de sequestro no DF; contrato sob suspeita encerrou no início do ano

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Na manhã da quinta-feira (13), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou a terceira fase da Operação Escudero — investigação que mira um esquema de corrupção envolvendo o Iges-DF. 

As diligências incluíram quatro mandados de busca e apreensão em residências de envolvidos e em órgão público, além de dois mandados de sequestro de bens imóveis. 

 A suspeita recai sobre um contrato de alimentação hospitalar firmado entre o Iges-DF e a empresa Salutar, com valor estimado em mais de R$ 300 milhões, para atendimento de pacientes em unidades sob administração da instituição. 

Contrato e falhas no serviço

A investigação aponta que o serviço executado apresentava falhas graves: falta de insumos, atrasos nas entregas e equipamentos inadequados para a produção de alimentos. Tais deficiências, segundo o inquérito, teriam comprometido o plano nutricional dos pacientes e, por consequência, sua recuperação. 

 Há indícios de favorecimento contratual, direcionamento e pagamento de vantagens indevidas para beneficiar a empresa contratada. 

Histórico da investigação

1ª fase (agosto 2024): foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nos estados do DF, Goiás e Amapá, em endereços ligados à Salutar, a servidores do Iges-DF e à própria sede do instituto. 

2ª fase (novembro 2024): investiga indícios de corrupção envolvendo um analista do Ministério Público da União (MPU) que exercia função na 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do MPDFT e, segundo as apurações, recebeu ao menos R$ 200 mil para repassar informações à Salutar. 

3ª fase (13 novembro 2025): foca na hipótese de crimes de tráfico de influência, lavagem de capitais e organização criminosa. 

O que diz o Iges-DF

O instituto divulgou nota informando que não teve acesso aos detalhes da operação. Afirma cooperar integralmente com as autoridades e que rescindiu o contrato com a empresa desde o início deste ano. 

 O Iges-DF também declarou repudiar qualquer prática irregular e adotar “todas as medidas cabíveis para assegurar a correta apuração dos fatos”. 

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