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Trump sanciona lei que encerra maior paralisação da história do governo dos EUA

Acordo aprovado pelo Congresso prorroga orçamento até janeiro de 2026 e impede novas demissões no período

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Governo dos Estados Unidos retoma atividades após o fim do shutdownImagem: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou o projeto de lei que põe fim à paralisação do governo americano, encerrando o mais longo shutdown da história do país. A assinatura ocorreu poucas horas após a Câmara dos Deputados, de maioria republicana, aprovar o texto por 222 votos a favor e 209 contra.

Apenas dois republicanos  Thomas Massie, de Kentucky, e Greg Steube, da Flórida votaram contra a proposta, enquanto seis democratas se posicionaram a favor. O Senado já havia aprovado o acordo na segunda-feira (10), por uma margem estreita de 60 votos a 40.

Entenda o impasse

O shutdown ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento federal dentro do prazo, o que impede o governo de financiar serviços e pagar servidores. Desta vez, o principal ponto de discórdia envolvia programas de assistência médica.

Os democratas condicionavam o acordo à extensão dos benefícios de saúde, mas os republicanos recusaram incluir a medida no texto, comprometendo-se a retomar o debate em dezembro, em um projeto separado.

O retorno às atividades legislativas foi marcado por dificuldades logísticas. Após 53 dias de recesso, parlamentares enfrentaram atrasos e cancelamentos de voos provocados pela falta de trabalhadores no setor aéreo. Alguns chegaram a relatar que precisaram de caronas para chegar a Washington. O republicano Derrick Van Orden afirmou que faria o trajeto de 16 horas de motocicleta.

O que prevê o acordo

A nova lei prorroga o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026. Até lá, o Congresso precisará aprovar um novo orçamento para evitar nova paralisação no início do próximo ano.

O texto impede a demissão de servidores federais até essa data e assegura o funcionamento do programa de assistência alimentar Supplemental Nutrition Assistance Program (SNAP) até setembro de 2026.

Apesar do alívio imediato, o acordo dividiu o Partido Democrata. Setores mais à esquerda criticaram a decisão de aceitar o texto sem garantir a renovação dos subsídios de saúde para 24 milhões de americanos. O presidente da Câmara, Mike Johnson, ainda não confirmou se colocará a pauta em votação em dezembro.

Uma pesquisa da Ipsos, divulgada pela agência Reuters no fim de outubro, mostrou que 50% dos americanos responsabilizavam os republicanos pela paralisação, enquanto 43% culpavam os democratas.

Com a sanção presidencial, o governo deve retomar o funcionamento pleno nos próximos dias, amenizando o impacto sobre servidores sem salário e famílias que dependem de auxílio federal. A normalização completa de setores como o aéreo, contudo, pode levar mais tempo.

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