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Bia Kicis oficializa pré-candidatura ao Senado com apoio da família Bolsonaro e acirra disputa no DF

Evento reuniu Michelle e Flávio Bolsonaro, além de Valdemar Costa Neto; movimento do PL intensifica disputa por uma das duas cadeiras do Senado em 2026

Emilly Gomes
Por Emilly Gomes 4 Min Leitura
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Bia Kicis recebe o apoio de Michelle e Flávio Bolsonaro no lançamento de sua pré-candidatura ao Senado, em uma noite de destaque para o PL no Distrito FederalImagem: Reperodução/Facebook
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A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) oficializou, na noite de terça-feira (11), sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, em um evento que reuniu figuras centrais do PL e da família Bolsonaro. A cerimônia contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, consolidando a força da direita no DF e dando início a uma nova fase de articulações políticas para 2026.

O anúncio de Kicis adiciona mais um nome ao grupo de potenciais candidatas conservadoras que miram as duas cadeiras do Senado disponíveis nas próximas eleições. Em setembro, a deputada já havia afirmado, em entrevista ao Correio Braziliense, que o Distrito Federal “tem duas candidatas ao Senado: eu e Michelle”. Embora Michelle Bolsonaro ainda não tenha confirmado a intenção de concorrer, sua presença constante em eventos políticos e o recente retorno do título eleitoral para Brasília mantêm as especulações em alta.

Em julho, a ex-primeira-dama publicou nas redes sociais a atualização do documento, transferido anteriormente para o Rio de Janeiro, com a frase: “A boa filha retorna à sua casa. Novamente, eleitora em Brasília.” O gesto foi interpretado por aliados como um sinal de que ela pretende disputar cargo majoritário na capital.

Naquele mesmo mês, Michelle negou ter fechado acordo político com o governador Ibaneis Rocha (MDB) para uma suposta aliança ao Senado. A declaração ocorreu após um encontro com o emedebista e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o aniversário do bispo JB Carvalho, líder evangélico de Brasília. Segundo Ibaneis, havia conversas avançadas sobre a formação de uma chapa, informação que Michelle desmentiu publicamente: “A foto publicada foi registrada em um momento de celebração, e não em uma reunião política.”

Apoio que impulsionou a decisão

Durante o lançamento da pré-candidatura, Bia Kicis destacou que sua decisão nasceu do incentivo de eleitores e do apoio das lideranças do PL.

É uma caminhada por um Senado de coragem, feito por homens e mulheres que farão o que deve ser feito para que os Poderes voltem ao seu desenho constitucional e o país tenha justiça, afirmou.

Já Michelle Bolsonaro relembrou os 100 dias da prisão do ex-presidente e pediu união em defesa do que chamou de “inocentes presos”. Ela também incentivou a participação feminina:

Mulheres, vamos reagir. Jovens, vamos reagir. Vamos lutar para eleger Bia Kicis senadora.

Flávio Bolsonaro reforçou o tom de mobilização, puxando o coro de “volta, Bolsonaro”, enquanto Valdemar Costa Neto classificou a noite como “promissora para a direita” e um passo decisivo para a vitória do PL.

Entre os presentes estavam os senadores Izalci Lucas (PL-DF), Rogério Marinho (PL-RN) e Márcio Bittar (PL-AC), além do deputado Alberto Fraga (PL-DF) e do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL-PB).

Com duas possíveis candidatas do mesmo campo político, o cenário eleitoral do Distrito Federal se torna mais competitivo e imprevisível. A presença de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro entre os nomes cotados evidencia uma disputa interna pela liderança da direita local e deve influenciar diretamente as estratégias de alianças e composição de chapas para o Senado em 2026.

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