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Lula nomeia Guilherme Boulos como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência

Deputado do PSOL-SP assume no lugar de Márcio Macêdo e reforça interlocução do governo com movimentos sociais

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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O presidente Lula ao lado de Guilherme Boulos e Márcio Macêdo após o anúncio da mudança na Secretaria-Geral da PresidênciaImagem: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (20) a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta responsável pela articulação do governo com os movimentos sociais. A decisão foi comunicada durante reunião no Palácio do Planalto, que contou com a presença de Boulos, do atual ministro Márcio Macêdo (PT-SE), além de Gleisi Hoffmann (SRI), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom).

Boulos substitui Márcio Macêdo, que estava no cargo desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. Uma transição técnica entre as equipes deve ocorrer nos próximos dias. Após o anúncio, o presidente publicou uma foto ao lado dos dois, destacando o início de uma nova fase na interlocução com os movimentos sociais.

PSOL ganha espaço no Planalto

A escolha de Boulos tem um peso político estratégico: amplia o espaço do PSOL dentro do governo e busca fortalecer os laços com movimentos populares, mirando também o cenário eleitoral de 2026. Com a nova função, o deputado deve abrir mão da tentativa de reeleição, já que ministros que desejam disputar eleições precisam deixar o cargo até março de 2026, conforme a legislação eleitoral.

A Secretaria-Geral é uma das cinco pastas que funcionam dentro do Palácio do Planalto, o que garante proximidade direta com o presidente. A mudança retira o ministério da cota do PT e sinaliza uma reconfiguração na base de apoio do governo.

Trajetória de Guilherme Boulos

Aos 42 anos, Boulos é um dos principais nomes da esquerda brasileira e o político mais influente do PSOL. Formado em Filosofia e mestre em Psiquiatria, é professor, psicanalista e reconhecido por sua atuação à frente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), onde construiu sua base política e popular.

Foi candidato à Presidência da República em 2018 e à Prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024. Em 2022, elegeu-se deputado federal com mais de 1 milhão de votos, sendo o mais votado do estado. Entre suas principais bandeiras estão a reforma urbana e a ampliação da oferta de moradia digna.

Márcio Macêdo deixa o cargo após dois anos e nove meses

Ex-deputado federal e dirigente histórico do PT, Márcio Macêdo ocupava a Secretaria-Geral desde janeiro de 2023. Durante sua gestão, manteve diálogo com movimentos sociais e organizou o G20 Social no Rio de Janeiro, evento preparatório para a cúpula do G20.

Macêdo também foi vice-presidente do PT, coordenou caravanas de apoio a Lula durante o período em que o então ex-presidente esteve preso e atuou como tesoureiro da campanha de 2022. Em 2024, enfrentou críticas após o baixo comparecimento de público no ato do Dia do Trabalhador em São Paulo, episódio que gerou insatisfação do presidente.

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