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Endividamento cresce no DF, mas famílias recuperam capacidade de pagamento

Número de inadimplentes e de quem não conseguirá quitar dívidas apresenta queda

Redação
Por Redação 2 Min Leitura
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José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF, avalia que o aumento do endividamento exige atenção, mas ainda está longe de um cenário de descontrole Imagem: Divulgação/Fecomércio-DF
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O percentual de famílias endividadas no Distrito Federal continua em alta e chegou a 74,1% em setembro de 2025, o equivalente a 792.958 lares com dívidas. Em agosto, eram 780.328, e em fevereiro, 703.502 (66,2%), o menor patamar desde agosto de 2020. Apesar do aumento, o cenário mostra sinais de alívio. A inadimplência caiu de 42,7% para 42,3%, com 3.736 famílias a menos com contas em atraso. Também diminuiu o número de famílias sem condições de quitar suas dívidas, passando de 17,8% para 17,2%, o que representa 5.296 lares recuperando a capacidade de pagamento, segundo a CNC.

O comprometimento da renda recuou de 22,4% para 22,1%, e o tempo médio de atraso caiu de 71 para 70 dias, indicando melhora na quitação. “A inadimplência vem subindo desde dezembro de 2023 e chegou a dobrar em relação àquele período. Mas, considerando o peso do setor público na economia local e a renda média do DF, podemos dizer que a capacidade de pagamento das famílias está comprometida apenas momentaneamente e longe de um cenário de descontrole”, avalia José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF.

Brasilienses ainda têm margem para reorganizar dívidas

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, 53,2% estão endividadas, sendo 20% “muito” e 33,2% “mais ou menos” endividadas. Entre as que recebem acima desse valor, o índice é de 32,5%, com 7,5% “muito” e 25% “mais ou menos” endividadas. Mesmo com a alta, o percentual de endividados está 5,1 pontos abaixo da média nacional, enquanto a inadimplência é 11,8 pontos maior. Já o comprometimento da renda está 7,8 pontos abaixo da média do país, o que mostra que o consumidor brasiliense ainda tem margem para reorganizar seu orçamento e manter as contas sob controle.

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