A tradição de celebrar o Dia das Crianças continua firme entre os brasilienses. De acordo com pesquisa do Instituto Fecomércio-DF, 66,2% dos consumidores pretendem comprar presentes neste ano. O valor médio planejado para as compras subiu para R$ 232,67 — alta de 9,8% em relação a 2024 —, enquanto o comércio projeta crescimento de até 10% nas vendas.
Apesar da expectativa positiva, o cenário é de cautela. Mais da metade dos lojistas (53,6%) acreditam em desempenho melhor que o do ano passado, mas 24% esperam retração. Para outros 22,4%, o movimento deve se manter estável. Entre os que preveem queda, 84,3% atribuem a perspectiva à crise econômica. Já os otimistas apostam no poder da data para aquecer as vendas, especialmente por sua importância emocional e tradicional para as famílias.
O estudo aponta um momento de prudência, reflexo dos juros elevados, do endividamento das famílias e da dificuldade de acesso ao crédito. Ainda assim, a disposição dos consumidores em comprar e o aumento do ticket médio reforçam a relevância da data para o comércio local, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Para conquistar o público, 78,4% dos lojistas afirmam que vão investir em estratégias comerciais, com foco em propagandas (22,5%) e promoções (20,3%). A maioria (78,4%) deve manter os mesmos preços de 2024. Outros 12,8% pretendem reajustar os valores, em média, em 11,7%, principalmente por repasses de fornecedores e aumentos de impostos. Um grupo menor, 8,8%, planeja reduzir preços para atrair clientes e estimular as vendas.
Brinquedos seguem na liderança
Entre os produtos mais procurados, os brinquedos seguem na liderança (42,6%), seguidos por roupas (23,5%) e calçados (11,3%). Chocolates, livros e cosméticos aparecem em menor proporção. As compras devem se concentrar nas lojas físicas, de bairro e de shopping, que somam mais de 66% das preferências.
O levantamento mostra ainda que o sábado e o domingo são os dias mais escolhidos para as compras, principalmente no período da tarde. Em relação ao pagamento, 38,8% dos consumidores pretendem usar crédito, mas a maioria optará por formas imediatas — Pix, débito e dinheiro — o que indica preferência por quitar as compras na hora.
A pesquisa ouviu 304 consumidores em diferentes pontos do Distrito Federal e 250 lojistas de diversos segmentos e regiões administrativas.




