O crescimento da quantidade de condomínios nas cidades é visto a olhos nus. Seja pela garantia de mais comodidade aos moradores, seja pela sensação de segurança, o certo é que cada vez mais as pessoas optam por moradias neste sistema fechado de residências.
Pesquisas recentes de 2024/2025 revelam que já existem mais de 520 mil condomínios em todo o país. Trata-se de um aumento significativo em relação ao ano de 2016, quando eram cerca de 420 mil. O crescimento de 23,8% é significativo, segundo levantamento do Instituto Nacional de Condomínios e Apoio aos Condôminos (INCC).
Serviços condominiais
Esse crescimento também resulta em aumento da demanda por síndicos profissionais, corpos jurídicos especializados, academias, entre outros serviços no mercado condominial.
Neste caminho, surgem estruturas cada vez maiores no Brasil. É o caso do Reserva Raposo, localizado na zona oeste de São Paulo, já se consolidou como o maior condomínio horizontal do Brasil e um dos maiores da América Latina. O complexo combina moradia, comércio, serviços e infraestrutura urbana, com capacidade prevista para 80 mil moradores em 22 mil apartamentos até 2030.
É uma verdadeira cidade, num curto espaço de terra. Veja-se que, muitas cidades brasileiras com prefeituras instaladas, câmara de vereadores, delegacias, não possuem 80 mil moradores.
Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT)
Até mesmo no meio rural, há uma crescente organização de propriedades em condomínio. No Distrito Federal, o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) terá a previsão do condomínio rural, uma forma de ocupação do solo que permitirá o agrupamento de áreas rurais em um condomínio de edificações unifamiliares. A proposta foi aprovada pelo Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan), em julho de 2025.
Problemas gerados pelo crescimento
Contudo, grandes estruturas com um aglomerado de moradores também geram problemas. Um deles é a falta de vagas de estacionamento, principalmente quanto às convenções que são mal redigidas e possibilitam o uso abusivo das vagas de garagens.
Outro grave problema é a falta de pontos de recarga de veículos elétricos, especialmente em prédios antigos, pois não há uma lei federal que obrigue o condomínio a instalar estas estruturas. Em alguns casos, a fiação elétrica inviabiliza até mesmo que o morador faça a instalação de um ponto de recarga.
Com isso fica a dúvida: o crescimento da quantidade de condomínios reflete uma boa ideia ou é mais um problema para os moradores que optam em morar nestes prédios?




