O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista. Conhecido pelo histórico de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Fontes ocupava atualmente o cargo de secretário de Administração da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, ele foi perseguido logo após sair da prefeitura, onde trabalhava. A perseguição durou cerca de quatro minutos, até que criminosos dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra o veículo do ex-delegado. Após o carro colidir com um ônibus, os autores desceram de outro veículo e efetuaram os disparos finais. Duas pessoas ficaram feridas, sem risco de morte.
Dinâmica do crime
As investigações apontam que a ação foi premeditada. Dois veículos suspeitos foram encontrados, sendo um deles totalmente queimado. O uso de armamento pesado e a emboscada levantam a hipótese de execução planejada com características atribuídas a facções criminosas.
Histórico contra o crime organizado
Com mais de 40 anos de carreira, Ruy Ferraz Fontes atuou em diversos departamentos da Polícia Civil, como Deic, Denarc e DHPP. Como delegado-geral, liderou operações que atingiram diretamente a cúpula do PCC, incluindo o indiciamento de Marcos Willians Herbas Camacho, o “Marcola”. Esse histórico reforça a linha de investigação que relaciona a execução ao crime organizado.
Divergências e versões
Enquanto algumas fontes falam em 20 disparos, outras citam mais de 30 tiros efetuados contra o carro da vítima. Também há divergências quanto ao número de veículos usados na perseguição: parte da imprensa menciona dois automóveis, outros destacam apenas um. Apesar das diferenças, o consenso é de que a execução foi cuidadosamente planejada.
Força-tarefa e investigação
O governo paulista determinou a criação de uma força-tarefa com equipes da Rota, Garra, Deic e DHPP, além da participação do Ministério Público por meio do Gaeco. O objetivo é identificar os responsáveis e confirmar a motivação do crime.
Até o momento, nenhuma prisão foi realizada. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do atentado que vitimou um dos maiores inimigos do PCC e figura central no enfrentamento ao crime organizado em São Paulo.




