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Câmara articula substituição de anistia por projeto de redução de penas para Bolsonaro e golpistas do 8 de Janeiro

Negociação entre Hugo Motta e Davi Alcolumbre prevê mudança de estratégia; perdão amplo é visto como inviável e rejeitado pela opinião pública

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Sessão da Câmara dos Deputados durante negociações sobre o futuro do projeto de anistiaImagem: Reprodução
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A Câmara dos Deputados deve abandonar o projeto de anistia “ampla, geral e irrestrita” e avançar na votação de um texto que reduz as penas aplicadas a Jair Bolsonaro (PL), seus ex-assessores e aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A mudança de rumo é fruto de uma negociação entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Inicialmente, o Senado era o destino da proposta de redução de penas, com um texto em elaboração a pedido de Alcolumbre. Com o novo entendimento, porém, a tramitação começaria pela Câmara e, em seguida, seguiria para o Senado.

A avaliação apresentada por Hugo Motta a líderes partidários é que a anistia ampla seria inviável, por representar uma afronta às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e contrariar a opinião pública. Pesquisa Datafolha recente indica que a maioria da população rejeita a ideia de perdão geral aos envolvidos no episódio.

Líderes de esquerda demonstram preocupação com a mudança de estratégia. Eles temem que o texto em construção na Câmara ofereça uma redução de penas mais benéfica a Bolsonaro do que a proposta que vinha sendo debatida no Senado sob coordenação de Alcolumbre.

Para viabilizar a votação ainda nesta semana, parlamentares devem derrubar nesta terça-feira (16) o pedido de urgência do projeto de anistia. A partir daí, Hugo Motta pretende anunciar um acordo de líderes para dar andamento ao projeto de redução de penas.

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