A Federação Internacional de Diabetes (IDF) reconheceu recentemente a diabetes tipo 5 como uma forma distinta da doença. Apesar do nome, existem mais de uma dúzia de tipos de diabetes, cada um com causas e tratamentos específicos. Compreender cada tipo é essencial para garantir cuidados adequados e eficazes aos pacientes.
A diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina no pâncreas, podendo surgir em qualquer idade. Não está relacionada à dieta ou ao estilo de vida, sendo causada principalmente por fatores genéticos e ambientais. O tratamento inclui insulina administrada por injeções ou bombas, e em casos específicos, transplantes de células pancreáticas ou derivadas de células-tronco podem reduzir a necessidade de insulina.
A diabetes tipo 2, forma mais comum, é frequentemente associada a sobrepeso e resistência à insulina, embora também acometa pessoas com peso normal e predisposição genética. Medicamentos como a metformina, mudanças no estilo de vida e dietas rigorosas podem controlar e até reverter a doença em alguns casos.
A diabetes gestacional surge durante a gravidez, geralmente entre a 24ª e 28ª semana, devido a alterações hormonais que reduzem a sensibilidade à insulina. Dieta, exercícios, medicamentos e insulina podem ser usados no tratamento, dependendo do caso.
Formas raras de diabetes
Existem subtipos menos comuns, como a diabetes neonatal, causada por alterações genéticas que afetam a liberação de insulina, e a diabetes do jovem adulto (MODY), relacionada a mutações genéticas que interferem na detecção do açúcar pelo pâncreas. A diabetes tipo 3c resulta de danos ao pâncreas, incluindo casos de câncer, pancreatite ou fibrose cística.
Diabetes tipo 5
A recém-classificada diabetes tipo 5 está ligada à desnutrição durante a infância e é mais prevalente em países de baixa renda, afetando de 20 a 25 milhões de pessoas globalmente. Nestes casos, o pâncreas não se desenvolve adequadamente devido à nutrição insuficiente, levando a baixos níveis de insulina, mas sem envolvimento do sistema imunológico. Estudos mostram que dietas pobres em proteínas durante a gravidez ou adolescência podem comprometer o crescimento do órgão, aumentando o risco de diferentes formas de diabetes.
O reconhecimento do tipo 5 representa um avanço na compreensão global da doença, permitindo tratamentos mais específicos e fomentando discussões sobre prevenção, especialmente em regiões mais vulneráveis nutricionalmente.




