O quarto e último capítulo da franquia principal de Invocação do Mal chega aos cinemas em 2025 trazendo a missão de encerrar a trajetória de Ed e Lorraine Warren. Dirigido por Michael Chaves, o longa aposta menos em sustos e mais no drama familiar, construindo um clima de despedida carregado de emoção.
Críticos apontam que o filme não alcança o impacto dos dois primeiros títulos da saga, mas consegue entregar momentos de tensão bem elaborados, como a sequência no hall de espelhos com Judy. O enredo mistura o famoso caso dos Smurl, nos anos 1970, com o envelhecimento dos protagonistas e os desafios da filha, que herdou a mediunidade da mãe.
Força na emoção, não no terror
A narrativa equilibra sustos sobrenaturais com dilemas pessoais. O drama envolvendo a saúde de Ed e a relação de Judy ganha tanto peso quanto o caso demoníaco central. A química entre Patrick Wilson e Vera Farmiga é o que mantém a história de pé, segundo o Omelete e o Cinepop. A Rolling Stone Brasil classificou o filme como “fofo” em seu tom agridoce, enquanto o AdoroCinema o considerou o melhor trabalho de Chaves até agora.
Destaques técnicos
A trilha de Benjamin Wallfisch recebeu elogios unânimes por criar suspense sem exageros. A fotografia aposta em tons sombrios e planos longos que lembram documentário, reforçando a atmosfera de desespero. Esses elementos compensam a previsibilidade de algumas sequências e a falta de originalidade em outras.
Recepção e comparativos
No Rotten Tomatoes, o longa quebrou a sequência negativa da franquia ao ultrapassar 60% de aprovação, desempenho melhor que os derivados A Freira 2 e A Ordem do Demônio. Para o público, o valor está menos nos sustos e mais no adeus digno ao casal Warren, que conquistou fãs ao longo de mais de uma década de franquia.
✅ Vale a pena assistir?
Sim, sobretudo para quem acompanhou a saga desde o início. O filme funciona como fechamento emocional, ainda que mais melancólico do que aterrorizante.




