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Zanin confirma sessões extras para julgamento de Bolsonaro no STF

Sessões do julgamento do ex-presidente e de aliados por tentativa de golpe de Estado serão ampliadas após pedido do ministro Alexandre de Moraes

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Cristiano Zanin confirma sessões extras no STF para acelerar julgamento de Jair Bolsonaro e aliados, acusados de planejar golpe de Estado após as eleições de 2022Imagem: Antonio Augusto/STF
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O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta sexta-feira (5) a realização de sessões extras para dar continuidade ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros oito réus acusados de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

As sessões adicionais foram marcadas para o dia 11 de setembro, em dois turnos  das 9h às 12h e das 14h às 19h. A decisão atendeu a um pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e substituirá a sessão plenária do STF que havia sido cancelada.

Cronograma do julgamento

O calendário definido prevê os seguintes encontros:

9 de setembro (terça-feira): 9h às 12h e 14h às 19h

10 de setembro (quarta-feira): 9h às 12h

11 de setembro (quinta-feira): 9h às 12h e 14h às 19h (sessões extras)

12 de setembro (sexta-feira): 9h às 12h e 14h às 19h

O julgamento seguirá com a leitura do voto do relator Alexandre de Moraes, seguida dos votos dos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A dinâmica prevê a análise de questões preliminares antes da decisão sobre o mérito, que definirá pela condenação ou absolvição.

Réus e acusações

Além de Jair Bolsonaro, são réus Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles respondem por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio histórico.

No caso do deputado Alexandre Ramagem, duas acusações foram suspensas pela Câmara dos Deputados, mas ele continua a responder por outros crimes.

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