O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra o pedido da Polícia Federal para manter agentes no interior da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Para Gonet, não há situação crítica de segurança que justifique a presença contínua de policiais dentro da casa.
No parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, o chefe do Ministério Público Federal destacou que o reforço da vigilância pode ocorrer de forma externa, nas ruas próximas ou nas entradas do condomínio. Ele também sugeriu a instalação de monitoramento remoto em tempo real, sem gravação, como medida cautelar alternativa.
A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo processo. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde agosto, com restrições como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas não autorizadas e recolhimento integral em sua residência.
Risco de fuga
Embora a PGR reconheça o risco de fuga, o parecer aponta que a presença de policiais dentro do imóvel não é proporcional nem necessária para prevenir a violação das medidas já impostas. Para Gonet, a vigilância remota seria suficiente para coibir irregularidades e respeitar a privacidade da família do ex-presidente.
O caso segue sob análise de Moraes, que decidirá se acolhe a proposta da PGR ou se mantém o pedido da Polícia Federal.




